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F1 em Interlagos: a história por trás dos nomes de cada curva do circuito

F1 em Interlagos: a história por trás dos nomes de cada curva do circuito
Divulgação/Prefeitura de São Paulo

A contagem regressiva para a semana do Grande Prêmio de São Paulo chegou ao fim. Após 19 etapas, a Fórmula 1 retorna a Interlagos, um circuito em que cada curva tem personalidade própria. Algumas levam nomes de animais, outras remetem à paisagem e até apelidos que nasceram de situações curiosas do passado.

A programação começa na sexta-feira (6/11), com dois treinos livres, às 12h30 e às 16h. No sábado (7/11), os pilotos voltam à pista para o TL3, às 11h30, e a classificação, às 15h. Já a corrida está marcada para domingo (8/11), às 14h. Neste ano, pela primeira vez desde 2021, a etapa não conta com corrida sprint.

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Reta dos boxes do Autódromo de Interlagos

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Curva S do Senna do Autódromo de Interlagos. Pista está no calendário para 2026.

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Reta oposta do Autódromo de Interlagos

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Curva do Lago do Autódromo de Interlagos

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Curvas do Laranjinha, Pinheirinho e Bico de Pato do Autódromo de Interlagos

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Curva do Mergulho do Autódromo de Interlagos

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Curva da Junção do Autódromo de Interlagos

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GP Brasil no Autódromo de Interlagos, em São Paulo

Divulgação/Prefeitura de São Paulo

Oficialmente chamado de Autódromo José Carlos Pace, o circuito tem 4.309 metros de extensão e 11 curvas. O traçado também chama atenção pelas mudanças de elevação. Do S do Senna, ponto mais alto, até a Curva do Lago, a mais baixa, são cerca de 56 metros de diferença.

As histórias de Interlagos

S do Senna

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do Metrópoles

Logo depois da largada, os carros passam pelo S do Senna. A curva foi criada durante a reforma de Interlagos, em 1989, e teve participação de Ayrton Senna, tricampeão brasileiro e ídolo do automobilismo, em sua idealização.

Mas o ex-piloto não queria que o trecho recebesse seu nome. Senna defendia que a curva fosse chamada de S ou Curva do Chico Landi, em homenagem ao piloto brasileiro que foi o primeiro do país a pontuar na categoria.

A sugestão, porém, não prevaleceu, e o nome S do Senna se tornou uma das marcas do circuito e do automobilismo mundial.

Curva do Sol

Depois do S, vem a Curva do Sol. O nome surgiu no traçado antigo, quando os carros percorriam Interlagos no sentido contrário ao atual.

No fim da tarde, os pilotos passavam pelo trecho com o sol de frente, o que atrapalhava a visão. Mesmo depois da mudança no sentido da pista, o nome permaneceu.

Reta Oposta e Curva do Lago

Na sequência, os carros aceleram pela Reta Oposta. O nome é simples, já que o trecho fica exatamente no sentido contrário à reta dos boxes. É uma das melhores oportunidades para ganhar velocidade e aproveitar o vácuo antes da próxima freada.

No fim da reta, os pilotos chegam à Curva do Lago. O nome se explica, já que o trecho fica próximo ao lago artificial localizado dentro do autódromo.

Laranjinha

Poucos metros depois, aparece a Laranjinha. A origem do nome vem de uma expressão usada no automobilismo para identificar pilotos menos experientes, chamados de “laranjas”.

Como a curva é cega, esses competidores tinham dificuldade para enxergar sua saída e fazer a passagem corretamente. O apelido acabou batizando o trecho.

Ferradura

A próxima é a Ferradura. Nesse caso, não é preciso procurar muito pela explicação. Basta olhar para o desenho da pista, que lembra uma ferradura de cavalo. O formato deu origem ao nome, que permanece até hoje.

Pinheirinho

Em seguida, os carros passam pelo Pinheirinho. Antigamente, havia um pinheiro na área de escape dessa curva, que chegou a servir de anteparo para pilotos que saíam da pista.

A árvore já não está mais lá, mas a referência continua no nome. Perto do local, uma pequena palmeira ajuda a manter viva a lembrança do antigo pinheiro.

Bico de Pato

Mais adiante, vem o Bico de Pato. Mais uma vez, o formato explica o apelido. A curva tem um desenho que lembra o bico da ave, e é uma das passagens mais fechadas do circuito.

Mergulho

A volta, já no fim do segundo setor, segue para o Mergulho. O nome vem da sensação de queda que os pilotos têm ao passar pelo trecho, que combina alta velocidade com uma descida na pista.

É a curva mais rápida do circuito. Os carros podem chegar a aproximadamente 210 km/h e os pilotos enfrentam uma força de 4,4 G, equivalente a mais de quatro vezes a força da gravidade. É essa combinação de velocidade e inclinação que dá a sensação de mergulho.

Junção

Depois do Mergulho, chega a Junção. No traçado antigo, o trecho ficava no ponto em que a parte mista da pista se encontrava com o anel externo do autódromo. As reformas mudaram o circuito, mas o nome permaneceu como lembrança dessa ligação.

Curva do Café

Antes de completar a volta, ainda tem a Curva do Café. A origem exata do nome não é conhecida, mas três histórias populares tentam explicar o apelido.

Uma das versões mais conhecidas está relacionada ao antigo traçado de Interlagos, que tinha quase oito quilômetros. Como o percurso era longo, fotógrafos, repórteres, cinegrafistas e até torcedores que acompanhavam as provas naquele trecho brincavam que tinham tempo de tomar um café enquanto esperavam os carros completarem a volta.

Outra história conta que jornalistas preparavam café nas proximidades da pista, e o aroma chegava até os pilotos durante as corridas. Há ainda uma versão que remete à existência de um pé de café às margens do terreno, na década de 1930.

Com a Curva do Café, a volta chega ao fim na reta dos boxes. No domingo (8/11), os pilotos terão de repetir esse percurso 71 vezes até cruzar a linha de chegada.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles.

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