Vários mísseis lançados pelos Houthis atingiram o palácio presidencial de Al-Maashiq, em Áden, no Iêmen, matando dois integrantes da equipe de segurança do primeiro-ministro Shaya Al-Zandani, informou nesta quinta-feira (15) o governo iemenita, reconhecido internacionalmente.
Os rebeldes, apoiados pelo Irã, afirmaram que o alvo era um suposto centro de operações militares sauditas dentro do complexo.
Em um comunicado divulgado pelo Ministério da Informação do governo, autoridades informaram que o premiê está em segurança após o ataque.
“O primeiro-ministro, doutor Shaya Al-Zandani, e membros do governo estão em segurança após um ataque com mísseis realizado pela milícia houthi — apoiada pelo Irã — contra o Palácio de Al-Maashiq, na capital provisória, Áden”, diz a nota.
Aden funciona como a capital e sede do governo do Iêmen, reconhecido internacionalmente e apoiado pela coalizão militar liderada pela Arábia Saudita.
Os Houthis afirmaram que o ataque fez parte de uma estratégia declarada de visar posições militares sauditas, onde quer que estejam localizadas.
“O bombardeio ao quartel-general das operações militares do inimigo saudita em Aden insere-se na estratégia declarada de atacar concentrações militares sauditas, onde quer que se encontrem, considerando qualquer presença militar do inimigo saudita um alvo legítimo para as nossas forças”, alertaram.
O governo iemenita não forneceu, de imediato, detalhes sobre o tipo de mísseis utilizados ou a extensão dos danos no complexo do palácio.
Tensão entre Houthis e sauditas cresce no Oriente Médio
O ataque ocorreu menos de uma hora depois que as forças houthis reiteraram avisos de que o espaço aéreo e os aeroportos da Arábia Saudita não são seguros e que elas mantinham a capacidade de “responder na mesma moeda” aos contínuos ataques sauditas ao Iêmen.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou, nesta quinta-feira, que os recentes ataques dos houthis — incluindo investidas contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade — demonstram a crescente ameaça que o grupo representa para o país, para a segurança regional e para as rotas de navegação internacional.
A coalizão declarou ainda que as operações militares continuarão, com o objetivo declarado de reduzir as capacidades militares dos Houthis e eliminar as fontes de apoio ao esforço de guerra do grupo, em conformidade com o direito internacional humanitário.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por tiagotortella.
