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Jardim Ângela e Brás são os bairros mais perigosos para motoristas de app

Jardim Ângela e Brás são os bairros mais perigosos para motoristas de app

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A CNN Brasil teve acesso a dados consolidados de boletins de ocorrência com denúncias de crimes contra motoristas de aplicativos em todo o estado de São Paulo entre janeiro e julho de 2026. Na capital, os bairros Jardim Ângela, na Zona Sul, Brás e Itaquera, ambos na Zona Leste, são os que mais acumulam registros de crimes que vão do furto e do roubo à importunação sexual.

Dados colhidos pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo em um total de 1.663 boletins de ocorrência indicam que quase 90% das vítimas são homens e que a faixa horária entre 18h e 23h59 é a que acumula a maior quantidade de crimes.

Top 10 da violência

Jardim Ângela, Brás, Itaquera e Bela Vista são os quatro bairros que mais apresentaram incidência de crimes contra motoristas de aplicativos.

Veja a lista com os dez mais violentos:

Entre os dez primeiros, a Zona Leste é a que acumula mais bairros com registros, incluindo o Brás, Itaquera, a Penha, a Vila Matilde e o Itaim Paulista.

Ao todo, as delegacias de polícia da capital acumularam 775 boletins, cerca de 46,60% do total em todo o estado.

Hora da bandidagem

Trabalhar com corridas por aplicativo é mais perigoso do anoitecer até o amanhecer. 57,91% dos registros têm crimes praticados entre 18h e 5h59.

Com o cair da noite, os registros chegaram a 609. Foram 354 durante a madrugada, 244 pela manhã e 286 à tarde em todo o estado de São Paulo. Outros 170 boletins foram registrados com horário incerto da ocorrência.

O ápice violento ocorre entre 20h e 23h. Mais de 76% dos roubos foram praticados à noite. O mesmo vale para quase a totalidade de outros crimes praticados. Em São Paulo, os bairros Jardim Ângela, Vila Clementino e Itaim Paulista lideram em ocorrências violentas nesta parte do dia.

Já os furtos são mais comuns durante as madrugadas, tendo 40,96% dos registros. Neste período, os bairros de Pinheiros, Itaquera e Penha registraram um pico de violência.

Carona com crime

Os dados desenham a natureza dos crimes durante as corridas. Entre todos, o roubo é o mais comum. 1.014 casos, ou 61% do total, foram registrados por motoristas vítimas da subtração de bens, como o veículo ou o celular, com ameaça ou violência direta.

O furto aparece na segunda posição dos casos, com 636 boletins ou 38% do total. São episódios de subtração de bens sem confronto ou violência direta e explícita.

Em todo o estado, foram relatadas 13 ocorrências de crimes contra a dignidade sexual, como importunação e estupro.
O público masculino domina as estatísticas, representando 89,4% das vítimas (1.487 homens), enquanto as mulheres representam 10,6% (176 mulheres).

Top 10 cidades violentas no estado

Há uma grande diferença na quantidade de crimes na capital na comparação com outros municípios. São Paulo teve 798 registros, e na segunda posição vem a cidade de Campinas, com 71 ocorrências.

Na Grande São Paulo, Itapevi está na terceira posição (47), seguida de Osasco (39), Itapecerica da Serra (36), Jundiaí (36), Santo André (29), Suzano (29), Carapicuíba (27) e, no litoral, São Vicente (26) fecha o ranking.

Os municípios da Grande São Paulo tiveram 441 ocorrências, o que representa 26,52% do estado entre janeiro e julho de 2026.

Sensação de insegurança

Um levantamento da GigU, uma plataforma para motoristas de aplicativos, mostra que 59,1% dos profissionais já sofreram algum tipo de violência ou assédio durante o trabalho.

Também mostra que 32,8% dos entrevistados disseram que se sentem inseguros na maior parte do tempo, enquanto 3,4% entendem que estão totalmente seguros.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por larissasoave.

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