O SERINGAL

Lula sobe tom de críticas ao STF de olho no 2º turno

Lula defende divisão de debates em “séries A, B ou C”

Compartilhar matéria

Após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu o tom das críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal) de olho no segundo turno. A informação foi apurada pelo analista de Política da CNN Teo Cury, ao Live CNN.

Segundo relatos, durante a campanha, foi acordado que Lula não se manifestasse publicamente de forma enfática sobre a crise interna no STF. A orientação era observar de longe e, quando necessário, realizar postagens em ambiente controlado, com textos cuidadosamente elaborados. No entanto, essa estratégia foi revista.

Associação com ministros do STF pesa contra Lula

Segundo Teo Cury, a avaliação da campanha é de que a crise no Supremo gerou um prejuízo eleitoral para Lula, ainda que ele não tenha participação direta no conflito. Há uma percepção entre parte da população de que existe um vínculo entre Lula e ministros do STF.

“Há uma avaliação de que a imagem do Alexandre de Moraes está atrelada ao presidente Lula. Não foi ele que indicou o Alexandre de Moraes, mas há essa percepção”, explicou o analista.

Além disso, posicionamentos ocorridos no dia 15 de setembro, durante o julgamento envolvendo o ministro Flávio Dino, e a atuação do ministro Cristiano Zanin, que suspendeu a análise do caso, também contribuíram para o desgaste de uma parcela da população com o tribunal.

Na segunda-feira (5), Lula subiu o tom e afirmou que “carregou nas costas uma promiscuidade do Supremo”, ou seja, que sobrou para ele uma crise que não era sua. Trata-se de uma crise interna no STF que, segundo Teo Cury, já durava mais de um mês sem resolução completa.

Em entrevista ao Flow, Lula também deixou claro que pretende promover reformas no Judiciário, mencionando a criação de mandatos para ministros do STF e a formação de um conselho com participação da sociedade civil para auxiliar na escolha dos ministros.

Três frentes para o segundo turno

A estratégia da campanha de Lula para o segundo turno se divide em três frentes principais: as críticas ao STF, a mudança na comunicação e o combate à abstenção. Nas eleições, 33 milhões e 400 mil eleitores optaram por não votar, mesmo estando aptos.

A campanha pretende conquistar ao menos uma parte desse eleitorado. Em 2022, a abstenção foi maior no primeiro turno e menor no segundo, o que, segundo a análise apresentada, beneficiou Lula.

No campo da comunicação, há uma avaliação de que a permanência do ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira, à frente da estratégia pode prejudicar a campanha. O nome de João Santana, que venceu três eleições com Lula e Dilma Rousseff, foi mencionado como possível substituto.

Segundo Teo Cury, especialistas apontam que há uma descrença generalizada da população com a política e com o que o governo apresentou — e que o próprio Lula reconhece esse cenário.

“O governo fez coisas que as pessoas não gostaram e a gente precisa tentar mudar isso”, teria dito Lula. A batalha de currículos entre Lula e Flávio Bolsonaro, muito utilizada pela campanha, também não estaria surtindo o efeito esperado, já que, segundo especialistas, “o passado já não importa mais” para o eleitorado, que busca soluções para o futuro.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por afonsobenites.

Sair da versão mobile