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A aparência de Thakku costuma fazer com que as pessoas percebam primeiro uma característica de sua pele, antes de conhecerem a menina de 6 anos por trás dela. Diagnosticada ainda bebê com cutis laxa, uma doença rara que altera a elasticidade da pele, ela cresceu convivendo com olhares e comentários sobre sua aparência.
Na escola, segundo relatos divulgados sobre o caso, algumas crianças passaram a manter distância dela. A família também ouviu que seria melhor mantê-la em casa. Os pais, porém, decidiram que a condição não impediria Thakku de estudar, brincar e participar da rotina de outras crianças.
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O que é a cutis laxa?
A cutis laxa é uma alteração rara do tecido conjuntivo que afeta as fibras elásticas da pele. Com menos elasticidade, a pele pode ficar frouxa, flácida e enrugada, além de retornar mais lentamente à posição original quando esticada. Essas características podem produzir uma aparência associada ao envelhecimento precoce.
A doença pode ter diferentes formas, algumas hereditárias e outras adquiridas. Em determinados casos, além da pele, outros órgãos podem ser afetados, por isso o acompanhamento depende do tipo da condição e das manifestações apresentadas por cada paciente.
Uma revisão publicada em 2024 no International Journal of Dermatology também descreveu a cutis laxa adquirida como uma doença rara marcada pela perda de elasticidade da pele. O trabalho reuniu informações de 98 publicações e destacou que existem diferentes causas e manifestações associadas à condição.
Como é a rotina de Thakku?
Além dos cuidados de saúde, a menina precisou enfrentar situações relacionadas à maneira como sua aparência é percebida por outras pessoas. Segundo relatos publicados sobre o caso, algumas crianças passaram a manter distância dela, enquanto os pais chegaram a ouvir que seria melhor que a filha permanecesse em casa.
A família, no entanto, optou por não afastá-la da convivência escolar. Thakku continua estudando, brincando e realizando atividades comuns da infância. A história também ganhou repercussão nas redes sociais, onde publicações sobre a menina destacaram a maneira como os pais procuram preservar sua rotina e apoiar seus planos para o futuro.
O sonho para o futuro
Thakku gosta de cantar, dançar e desenhar e, entre seus planos para o futuro, está o desejo de se tornar médica. Segundo os relatos sobre a menina, ela já demonstra interesse pela profissão e costuma desenhar figuras ligadas à área da saúde.
A condição rara faz parte da rotina de Thakku, mas não define seus interesses nem os planos que começa a construir aos 6 anos. Enquanto segue estudando e vivendo experiências comuns da infância, ela também alimenta o sonho de, um dia, vestir o jaleco e cuidar de outras pessoas.
TópicosCriançasdoença rara
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por alessandrasilva.
