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Netanyahu anuncia “ampla operação” militar na Cisjordânia após ataque

Netanyahu anuncia “ampla operação” militar na Cisjordânia após ataque

Após ordenar o fechamento da Cisjordânia ocupada devido a um tiroteio em Hebron, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as FDI (Forças de Defesa de Israel) irão implementar um modelo “agressivo” dentro das cidades palestinas e se comprometeu a ampliar o número de assentamentos israelenses no território.

“As FDI entrarão nos bairros de onde os terroristas saíram, evacuarão os moradores, irão de casa em casa e destruirão a infraestrutura terrorista. Estamos preparados para uma ampla operação na Judeia e Samaria”, disse em comunicado.

Na manhã desta sexta-feira, dois homens armados palestinos abriram fogo contra um posto de controle militar israelense, deixando pelo menos cinco pessoas feridas, duas em estado crítico. Os palestinos foram mortos após o ataque, e Israel impôs “cerco total” à cidade de Hebron.

Ainda não está claro exatamente quando a medida de fechamento da Cisjordânia ocupada entrará em vigor nem por quanto tempo será mantida.

Netanyahu disse que pontos urbanos serão destruídos. “Vamos fazer algo que ainda não foi feito: implementar o modelo bem-sucedido e agressivo que usamos nos campos de refugiados”, afirmou. “Ao mesmo tempo, estamos isolando as cidades de Hebron e Halhul. Vamos considerar a ampliação desse modelo para outras cidades também. Vamos demolir em ritmo acelerado as construções ilegais ao longo das rotas. Elas representam uma ameaça às nossas forças.”

Vídeos feitos no local mostram um confronto armado entre os palestinos e as forças israelenses que durou pelo menos vários minutos, com repetidas rajadas de tiros. Em um vídeo da Reuters, um socorrista israelense grita que os disparos já duravam pelo menos 20 minutos e que havia dificuldades para retirar os feridos do local.

O ataque ocorreu apenas quatro dias antes das eleições em Israel, as primeiras desde o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. A votação representa um teste importante para Netanyahu, que tem tentado se apresentar como um líder rigoroso em questões de segurança.

Desde a volta de Netanyahu ao poder, em dezembro 2022, os assentamentos israelenses na Cisjordânia têm recebido investimento financeiro e logístico.

Foram estabelecidos mais 267 postos avançados ou acampamentos no período, e outros 104 foram legalizados pelo governo, segundo apuração da CNN.

O movimento dos colonos, considerado ilegal pela comunidade externa, é diretamente apoiado pelo governo de Israel. “Mais de cem novas comunidades que estamos construindo e legalizando aqui mesmo, e não apenas aqui. E, claro, mais de cem fazendas. Vamos destruir as infraestruturas terroristas e estabelecer cada vez mais comunidades”, disse Netanyahu.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por yasmincaetano.

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