Dirigir é uma atividade estressante no dia a dia para parte dos motoristas, mas cantar no volante pode ser uma válvula de escape. É o que mostra um estudo que avaliou as reações do corpo quando se canta em público e sem ninguém vendo.Pesquisadores do Royal College of Music, de Londres, analisaram os marcadores biológicos de estresse de 15 cantores profissionais.
No teste, eles tiveram de soltar a voz com o mesmo repertório em duas situações: sem público e em um concerto para 610 pessoas.
O resultado, publicado em 2015 no periódico Frontiers in Psychology, foi a queda nos níveis de cortisol e cortisona quando não estavam sendo observados cantando. Em público, esses dois hormônios subiram. Como a amostra era pequena, a conclusão foi tratada como indicador, e não uma regra universal.
Quem canta seus males espanta?
Ou seja, cantar é uma atividade que reduz o estresse e pode fazer bem à saúde – principalmente quando não se está sendo observado. E além do chuveiro, no carro é um dos poucos lugares – se não houver outros passageiros – nos quais se consegue soltar a voz sem ninguém prestando atenção, ou seja, o condutor fica à vontade para desafinar sem medo de vaias, olhares tortos ou julgamentos.
O repertório pode variar entre o que estiver na playlist ou o que vier à cabeça – cantando à vontade, mas sem perder a atenção ao volante e deixando o volume numa altura que permita ouvir os sons externos, como buzinas e sirenes.
Papel da música nas emoções
A psicologia chama esse papel da música nas emoções de regulação emocional. Uma canção mexe com o estado de espírito: se animada, pode espantar o mau humor; caso seja triste, permite chorar. A catarse do refrão alivia o momento, pondo para fora a alegria, raiva ou tristeza e aliviando o estresse acumulado.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por Jonathan Pereira1.
