O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Kassio Nunes Marques, votou neste domingo (25), no segundo turno das eleições, em Brasília (DF). O ministro registrou seu voto por volta das 8h, no Lago Sul, região nobre da capital federal.
“Expectativa é que tudo transcorra em paz e na normalidade”, disse o ministro a jornalistas após registrar o voto.
Antes de votar, Nunes Marques acompanhou o teste de integridade das urnas, a chamada “zerésima”, que atesta a ausência de votos registrados no equipamento antes da abertura da votação.
Além de Nunes Marques, outros cinco ministros da Suprema Corte também votam em Brasília.
Nunes Marques à frente do TSE
A condução do segundo turno das eleições presidenciais no TSE foi marcada pela atuação central de Nunes Marques. Em meio ao acirramento da disputa entre as candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao expressivo volume de ações protocoladas, a gestão do magistrado concentrou esforços no aumento da capacidade de processamento do tribunal.
Para conter o afunilamento de demandas, Nunes Marques ampliou o calendário de sessões virtuais do plenário dedicadas aos processos de propaganda para três reuniões semanais, além de reforçar a equipe de juízes auxiliares responsáveis pela fiscalização dos conteúdos eleitorais.
Em paralelo ao reforço na estrutura operacional, o presidente do TSE buscou interlocução direta com os comitês das duas chapas presidenciais. Em reuniões com representantes de ambas as campanhas, o ministro propôs um pacto de autorregulação para a divulgação de conteúdos nas redes sociais e defendeu acordos mínimos para reduzir a sobrecarga de representações enviadas à Corte na reta final do pleito.
Dentro dessa estratégia de combate à desinformação no ambiente digital, o tribunal também cobrou esclarecimentos da Meta para conter a circulação de áudios fraudulentos que induziam eleitores ao erro sobre a data correta da votação. O presidente do TSE também se reuniu com representantes do X, Google, TikTok e Kwai, além da Meta, para discutir medidas para reforçar o cumprimento das normas eleitorais e das decisões do TSE nas redes na reta final da eleição.
Eleições 2026
Espera-se que 158.745.463 brasileiros se dirijam às urnas no pleito deste ano, segundo informações do TSE. O número representa um acréscimo de 2,2 milhões de eleitores em relação ao pleito anterior.
Além do voto para a Presidência, eleitores do Distrito Federal e de cinco estados também decidem o segundo turno para governador: Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Amazonas, Acre e Tocantins.
Segundo o TSE, cada turno é considerado uma eleição diferente para efeito de comparecimento às urnas, dessa forma, eleitores cujo voto é obrigatório devem comparecer às urnas no segundo turno, independente de terem votado ou não no primeiro turno.
A regra também vale para quem não votou no primeiro turno. A ausência na primeira etapa não impede a participação na segunda, desde que a situação eleitoral esteja regular e o título não esteja cancelado ou suspenso.
As seções eleitorais de todo o país abrem às 8h de Brasília e encerram às 17h, quando a votação termina e dá-se início à contagem de votos.
Para votar é obrigatório apresentar um documento oficial com foto como RG, CNH, passaporte ou certificado de reservista, sendo aceito também a versão digital desses documentos.
O título de eleitor e o e-Título também são documentos aceitos, desde que tenham uma foto do eleitor. A carteira de trabalho também é aceita, mas apenas na sua versão física, já que a versão digital não apresenta foto. Certidões de nascimento ou de casamento não são aceitas.
Para garantir uma votação sem dúvidas, é permitido levar uma “colinha” com o número do seu candidato anotado em um papel e consultá-la na cabine de votação.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por alinesouza.
