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A primavera começa oficialmente na próxima terça-feira (22), às 21h05, pelo horário de Brasília. A chegada da nova estação marca o fim do inverno no Hemisfério Sul e será acompanhada, ao longo das próximas semanas, por uma mudança gradual no padrão de chuvas em diferentes regiões do Brasil.
Segundo o meteorologista Fabio Pinto da Rocha, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em matéria do ON (Observatório Nacional), unidade de pesquisa do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), o período seco característico do outono e do inverno no Sudeste, Centro-Oeste e Centro-Norte do país tende a perder força, com aumento dos volumes de chuva principalmente a partir de outubro.
A previsão é de que as precipitações ocorram, em grande parte, na forma de pancadas localizadas. Esses episódios podem vir acompanhados de descargas elétricas, rajadas de vento e, eventualmente, queda de granizo, aumentando o risco de transtornos em áreas atingidas.
“Do ponto de vista meteorológico, o tempo seco que é característica comum do outono e inverno no Sudeste, Centro-Oeste e Centro-Norte do país, será aos poucos substituído por períodos com maiores volumes de chuva, sobretudo a partir de outubro”, explicou o meteorologista.
Apesar da tendência de aumento das chuvas, a primavera também deve ter períodos de calor intenso. De acordo com Rocha, não está descartada a ocorrência de vários dias consecutivos de sol e temperaturas elevadas, acompanhados de baixa umidade relativa do ar durante a tarde.
Esses episódios podem caracterizar ondas de calor e exigem atenção principalmente de idosos, crianças e animais de estimação. Entre os cuidados recomendados estão manter uma boa hidratação, utilizar protetor solar e evitar a exposição direta ao sol nos horários de maior intensidade, entre 10h e 16h. A orientação é acompanhar as previsões meteorológicas e os avisos emitidos pelos órgãos oficiais, especialmente em períodos de mudanças bruscas nas condições do tempo.
Por que a primavera começa em 22 de setembro
A data de início da estação é definida por um fenômeno astronômico: o equinócio. Em 2026, ele ocorrerá exatamente às 21h05 de 22 de setembro.
O fenômeno acontece quando o Sol cruza o equador celeste — uma projeção do equador terrestre na esfera celeste — em seu movimento aparente de norte para sul. No Hemisfério Sul, esse momento marca o início da primavera; no Hemisfério Norte, o começo do outono.
De acordo com a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, as estações existem por causa da inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao plano de sua órbita e do movimento de translação do planeta ao redor do Sol. À medida que a Terra percorre sua órbita, diferentes regiões do planeta recebem os raios solares de maneira distinta. É essa variação na incidência da radiação solar que está por trás das mudanças sazonais.
Dias mais longos?
Com o início da primavera, os dias no Hemisfério Sul passam a ficar progressivamente mais longos, enquanto as noites diminuem.
No equinócio, aproximadamente 12 horas de luz e 12 horas de escuridão são registradas. A partir daí, a duração do período iluminado aumenta até chegar ao maior dia do ano, no início do verão. Em 2026, o verão começa em 21 de dezembro.
Também muda a posição aparente do nascer e do pôr do Sol. Nos equinócios, o Sol nasce aproximadamente no ponto cardeal leste e se põe no oeste.
Primavera termina em dezembro
A primavera de 2026 se estende até 21 de dezembro, quando começa oficialmente o verão no Hemisfério Sul.
Apesar de o equinócio ocorrer em uma data e horário precisos, as estações não começam necessariamente no mesmo dia todos os anos. A variação está relacionada, entre outros fatores, à diferença entre a duração do ano do calendário e os movimentos da Terra em sua órbita.
Por isso, o início da primavera pode ocorrer em 22 ou 23 de setembro, dependendo do ano.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por manuelladalmas.
