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A Cogna encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido ajustado de R$ 210,2 milhões, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A companhia também registrou crescimento de dois dígitos na receita consolidada, com destaque para o desempenho da operação de educação básica.
Em entrevista ao CNN Money, Roberto Valério, responsável pela condução executiva da Cogna, destacou que o desempenho da companhia deve ser analisado sob uma perspectiva semestral, devido à sazonalidade do setor.
“Na educação, os trimestres são muito marcados pela sazonalidade. A melhor maneira de olhar é sempre o semestre, porque aí tem a sazonalidade completa”, afirmou.
No primeiro semestre, a receita cresceu 25% e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 15%.
Educação básica lidera crescimento
A educação básica foi o principal destaque do período, com crescimento de 50% na receita no trimestre e de 63% no semestre.
Segundo Valério, o resultado foi impulsionado tanto pela venda de serviços para escolas, no modelo B2B, quanto pela comercialização de livros e serviços para governos, incluindo o governo federal, por meio do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático), e secretarias estaduais e municipais de educação.
No ensino superior, a receita cresceu 8,5% e o Ebitda, 6,5% no semestre. O desempenho foi influenciado pela sazonalidade do setor e por uma transição regulatória que vem redirecionando alunos da educação a distância para os modelos semipresencial e presencial.
A geração de caixa livre da Cogna cresceu 87,8% no segundo trimestre, para aproximadamente R$ 252 milhões.
No acumulado do ano, o valor já ultrapassa R$ 504 milhões, ante R$ 716 milhões registrados em todo o ano anterior.
Valério atribuiu o avanço à maior eficiência na gestão do contas a receber e ao fluxo de pagamentos de contratos com escolas e governos, além da redução gradual da dívida líquida.
“A geração de caixa vem do operacional mesmo, cada vez mais integrada”, disse.
O executivo também citou como fator positivo o fechamento de capital da Somos Educação, que era listada na Nasdaq, e sua posterior fusão com a Saber no Brasil. Segundo ele, a operação trouxe sinergias e eliminou custos relacionados à auditoria e à manutenção de uma empresa listada no exterior.
Redução da dívida é prioridade estratégica
A dívida líquida da Cogna recuou para R$ 2,775 bilhões, com alavancagem de 1,1 vez, patamar bem abaixo do registrado em 2020, quando o índice superava três vezes.
Valério afirmou que a redução da dívida continua entre as principais prioridades da companhia, especialmente diante do cenário de juros elevados.
“Com juros tão altos e a despesa financeira que a gente tem, a gente entende que ainda é importante continuar reduzindo”, declarou.
A alocação de caixa segue três frentes: redução da dívida, retorno aos acionistas e aquisições estratégicas.
Neste ano, a companhia distribuiu cerca de R$ 150 milhões em dividendos e realizou a compra de 90% do EduqueBank, fintech voltada a produtos financeiros para escolas, por menos de R$ 50 milhões.
Sobre o avanço da inadimplência no Brasil, Valério reconheceu o desafio, mas afirmou que a Cogna tem conseguido manter o indicador sob controle.
No segundo trimestre, a PDD (Provisão para Devedores Duvidosos) melhorou 0,6 ponto percentual.
Segundo o executivo, a companhia acompanha de perto o mercado de varejo como indicador antecedente e investe em processos de renegociação com alunos.
“A gente já tem processos muito azeitados para ajudá-lo no momento em que ele, às vezes, atrasa um dia”, afirmou.
Apesar da melhora, Valério avalia que o segundo semestre será desafiador diante do aumento do endividamento das famílias e da desaceleração da economia.
Em relação aos programas governamentais de financiamento estudantil, a Cogna possui cerca de 120 mil alunos beneficiados pelo ProUni, o equivalente a aproximadamente 10% da base total de 1,2 milhão de estudantes.
O FIES representa uma parcela menor, com 6 mil a 7 mil alunos, reflexo da redução do acesso ao programa nos últimos anos.
Segundo Valério, atualmente o financiamento via FIES está concentrado principalmente nos cursos de medicina.
Para ele, o programa “precisa se tornar um pouco mais atrativo para que volte a ter uma demanda grande”.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Economia nas Redes Sociais
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por afonsobenites.
