A retomada das negociações entre Ucrânia e Rússia não passa de um “teatro”, segundo avaliação do professor de R.I. da ESPM e da Unifa Gunther Rudzit ao WW.
Para Rudzit, a posição russa permanece inalterada, e as tratativas em curso servem mais a interesses políticos imediatos do que a um genuíno esforço de paz.
O especialista destacou a presença de duas figuras europeias ao lado do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante as discussões sobre uma possível reunião trilateral.
Segundo ele, o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr, e o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, são líderes com forte engajamento pela Ucrânia e sem ilusões em relação à Rússia.
Enviado de Trump chama Putin de “líder humanitário”
Rudzit também chamou atenção para uma declaração do enviado do presidente americano, Donald Trump, Steve Witkoff, que descreveu o presidente russo, Vladimir Putin, como um “líder humanitário”.
A afirmação foi recebida com ceticismo pelo especialista, que a considerou parte do mesmo teatro político em curso.
“É um teatro que o presidente Trump precisa apresentar”, disse Rudzit, acrescentando que as eleições de novembro se aproximam e há pressão por resultados visíveis.
Lavrov descarta concessões políticas por econômicas
O ponto que mais chamou a atenção de Rudzit foi uma declaração do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, à imprensa russa.
Segundo o especialista, Lavrov afirmou que a Rússia “não vai negociar nenhuma concessão política por concessão econômica”, argumentando ainda que o próximo presidente dos Estados Unidos, caso não seja Donald Trump, poderia desfazer todos os acordos firmados.
Para Rudzit, a fala evidencia que a visão russa não mudou. “É realmente um teatro que os russos, especialmente Putin e Lavrov, sabem fazer muito bem”, concluiu o especialista.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por afonsobenites.
