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Rússia já retomou embarques de diesel para exportação após acordo com EUA

Rússia já retomou embarques de diesel para exportação após acordo com EUA

A Rússia retomou os carregamentos de diesel para exportação a partir do porto de Primorsk, no Báltico, após um acordo entre Washington e Moscou para fornecer combustível aos mercados globais, segundo dados da LSEG, uma empresa global britânica de infraestrutura e dados para mercados financeiros.

De acordo com os dados de transporte marítimo, um navio-tanque transportando cerca de 40 mil toneladas de diesel com teor ultrabaixo de enxofre foi carregado em 13 de outubro e segue rumo a Marrocos.

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Rússia havia concordado em fornecer diesel aos mercados globais, em um esforço para reduzir os preços dos combustíveis, e seu governo suspendeu temporariamente as sanções norte-americanas contra o combustível russo.

A Rússia, que suspendeu parcialmente a proibição das exportações de diesel a partir de 10 de outubro após o acordo, poderá aumentar as exportações de diesel para entre 3 milhões e 3,5 milhões de toneladas por mês até o final do ano, volume habitual de exportação do combustível pelo país, afirmou na segunda-feira (12) o vice-primeiro-ministro Alexander Novak.

Rússia nega relação entre venda de diesel aos EUA e negociações com Ucrânia

O Kremlin afirmou, nesta terça-feira (13), que não via qualquer ligação direta entre um acordo para a exportação de diesel russo para os Estados Unidos e a posição de Moscou em relação às negociações de paz na Ucrânia.

A declaração foi feita em resposta a uma reportagem da agência de notícias Reuters, baseada em fontes, segundo a qual enviados do presidente dos EUA, Donald Trump, teriam dito a autoridades ucranianas, na sexta-feira (9), que o acordo para permitir a exportação de diesel russo fazia parte de uma tentativa de trazer a Rússia de volta às negociações sobre um possível acordo de paz na Ucrânia.

“Não vejo nenhuma conexão direta aqui”, disse o porta-voz do Kremlin, Peskov, em uma teleconferência diária com jornalistas.

“Trata-se, na verdade, de uma área de cooperação russo-americana altamente benéfica para ambas as partes. Isso atende aos interesses dos Estados Unidos, dos mercados globais de energia e da Federação Russa. É por isso que está acontecendo.”

As negociações substantivas para encerrar a guerra estagnaram, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse na quinta-feira (8) acreditar que o conflito havia chegado a um impasse perigoso, embora tenha prometido que Washington continuaria trabalhando para tentar encontrar uma maneira de acabar com os combates.

Peskov também rejeitou as críticas europeias ao acordo sobre o diesel, classificando-as como “cínicas”, dado que a Europa continuava a comprar parte do petróleo e do gás natural liquefeito russos.

Moscou ainda fornece uma pequena parcela de petróleo à Eslováquia e à Hungria, passando pela Ucrânia, por meio do oleoduto Druzhba, construído na era soviética.

“A Rússia está fornecendo suas commodities competitivas aos mercados globais, e continuaremos a fazê-lo”, disse Peskov.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por laurasantana.

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