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Sem veias após anos de vício, preso deu instruções aos executores para conseguir receber injeção letal e cumprir a pena de morte

Sem veias após anos de vício, preso deu instruções aos executores para conseguir receber injeção letal e cumprir a pena de morte

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O caso da prisioneira Christa Pike, que sobreviveu à sua execução em Tennessee, Estados Unidos, deu destaque ao histórico de falhas semelhantes no sistema carcerário do país. Em 1986, um homem condenado por homicídio no Texas garantiu que sua pena seria aplicada com sucesso ao ajudar a equipe a encontrar uma veia em seu braço.

A injeção letal é o método mais popular de aplicação da pena capital, mas cerca de 7,2% das tentativas não levam à morte, segundo dados do Death Penalty Information Center. Um dos principais motivos da falha é a dificuldade em encontrar veias adequadas para receber o acesso intravenoso.

Randy Lynn Woolls tinha sua execução marcada para 19 de agosto de 1986, mas o procedimento corria o risco de ser adiado. Anos de uso intenso de entorpecentes injetáveis haviam destruído muitas das veias mais superficiais que poderiam receber a injeção letal.

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O problema é tão comum nos Estados Unidos que alguns estados, como Idaho, começaram a liberar o uso de veias mais profundas do braço, pescoço, peito e até virilha, para garantir a aplicação.

Outra estratégia utilizada em estados como o Arizona é a remoção de camadas de pele do paciente para melhor visualização do vaso sanguíneo.

Como Randy Lynn Wolls ajudou em sua própria execução

De acordo com reportagem da agência United Press International, Woolls demonstrou remorso durante o procedimento, pediu desculpas à família de sua vítima e declarou-se a sua própria família antes da injeção letal.

O homem havia sido condenado por homicídio após esfaquear e atear fogo em uma funcionária de cinema drive-in. Betty White, 48, morreu em 16 de junho de 1979.

Randy utilizou seu estado psíquico como justificativa durante o julgamento, alegando incapacidade mental. Ele afirmou ter injetado mais de 40 seringas de um sedativo veterinário antes do crime e, por isso, não teria memórias do ocorrido.

A degradação dos vasos sanguíneos complicou a execução, mas a reportagem arquivada pelo Los Angeles Times afirma que Woolls ajudou técnicos de saúde a encontrar uma veia adequada para a injeção.

Sua morte foi decretada às 12h23 da madrugada de 20 de agosto de 1986. Ele morreu aos 36 anos.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por julianasilva.

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