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Após São Paulo registrar o setembro mais chuvoso desde o início da série histórica, em 1943, o volume armazenado no Sistema Cantareira teve um ganho de 58,1 bilhões de litros. O manancial saiu de 325,5 bilhões no primeiro dia do mês para 383,6 bilhões de litros no dia 15.
O número acompanha o recorde: a quantidade de chuva na Zona Norte da capital chegou a 253,8 milímetros até as 9h de segunda-feira (14). O volume é três vezes superior à média climatológica para todo o mês de setembro, de 83,3 milímetros, de acordo com dados do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia).
Com as chuvas, o volume útil do Cantareira passou de 33,14% para 39,06% entre os dias 1º e 15 de setembro, segundo dados do Portal dos Mananciais, mantido pela Sabesp.
Após registrar o pior índice desde crise hídrica, melhora no Cantareira é significativa
O aumento expressivo no volume do Cantareira é resultado da grande quantidade de chuva que caiu sobre a Grande São Paulo nas duas primeiras semanas de setembro, principalmente na capital paulista.
- Segundo dados do CGE, a capital paulista bateu um recorde histórico e registrou o setembro mais chuvoso dos últimos 32 anos.
Apesar disso, a melhora vem desde junho e julho. No começo de agosto o SIM apontou um volume de 31,6 milímetros de água causados pelas chuvas dos meses anteriores, sendo 177% acima do previsto nos modelos meteorológicos.
O resultado é visto como positivo, já que há cerca de um ano atrás, o nível de reservatório chegou ao pior índice desde a crise hídrica de 2015.
Desde março de 2026, o governo de São Paulo mantém em vigor a “Gestão de Demanda Noturna“, reduzindo o nível da pressão da água na casa dos consumidores.
Com a melhora em agosto, o governo decidiu reduzir esse período de 10 para 8 horas, sendo realizado de 22h às 6h.
TópicosCantareiraSão Paulo (capital)
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por fernandapalhares.
