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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começou seu discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).
Ele subiu ao púlpito logo depois do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. Por tradição desde 1955, o representante do Brasil inicia os discursos no principal evento das Nações Unidas.
Apesar da ONU ter como meta 15 minutos para cada discurso, no ano passado, Trump falou por uma hora.
Trump ameaça Irã na Assembleia Geral
No início da fala, ele destacou números sobre economia, elogiou o Exército americano e chamou atenção para feitos de seu governo.
“Enquanto outros falavam, eu agi. Enquanto outros falaram de paz, eu fiz paz. Enquanto outros ignoraram ameaças, eu as confrontei”, alegou, adicionando que fez dos Estados Unidos o país mais forte do mundo.
Ele afirmou que o Irã é o maior “patrocinador” do terrorismo e que o país espalhava terror pelo Oriente Médio. Também voltou a dizer que nunca deixará o país ter uma arma nuclear.
Trump também afirmou que os EUA estão escoltando muito petróleo pelo Estreito de Ormuz e fez ameaças diretas ao Irã.
“Eu tenho uma grande decisão a tomar. Um acordo será feito com o Irã, que os deixe reconstruir e criar um país muito maior do que jamais foi? Talvez um dos melhores no Oriente Médio ou no mundo. Ou então aniquilo a República Islâmica — e rapidamente, nunca dando a eles chance para matar e destruir pessoas e países novamente?”, disse.
“Devo conduzi-los ao inferno, sem chance de sobrevivência e sem esperança de grandeza futura ou de descendência?”, adicionou.
Ainda assim, Trump disse que acredita em um acordo com o Irã após as Eleições de Meio de Mandato.
O discurso anual ocorre com sua popularidade em queda às vésperas das Midterms, e com dificuldades para encontrar uma saída à Guerra do Irã, prestes a completar 8 meses.
Guerra na Ucrânia
Trump ainda comentou sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, comentando que está trabalhando com os líderes dos dois países e que acredita que o conflito acabará “mais cedo do que as pessoas entendem”.
“Vejo as fotos do campo de batalha e realmente não quero vê-las mais”, disse.
*em atualização
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por yasmincaetano.
