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O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) sinalizou que poderia apoiar Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante debate promovido pela revista Veja nesta quarta-feira (23). Ronaldo Caiado (PSD), por sua vez, evitou escolher entre os dois candidatos e defendeu a criação de uma polícia sul-americana para cooperação no combate ao crime organizado.
Dos seis candidatos convidados, apenas Zema e Caiado compareceram. Lula, Flávio e Renan Santos (Missão) recusaram o convite enquanto Augusto Cury (Avante) cancelou a participação por razões pessoais.
Questionado sobre quem apoiaria no segundo turno, Zema disse acreditar na própria classificação, mas afirmou que permanecerá contra o PT (Partido dos Trabalhadores) caso não avance, mas sem citar o nome de Flávio.
“Estarei no segundo turno, tudo pode acontecer. Mas estarei sempre contra o PT. Nunca votarei no PT, prefiro votar em um copo de água“, declarou.
Caiado rejeitou tanto Lula quanto Flávio e comparou a escolha entre os dois a uma aposta.
“Votar nos dois é igual jogar no tigrinho: já perdeu. Vai ser roleta-russa que vai estourar na cabeça do eleitor.”
Segurança pública no centro das atenções
A segurança pública ganhou destaque no debate. Para combater a criminalidade, Caiado propôs acordos com países vizinhos para compartilhar informações e formar uma polícia sul-americana. O candidato também defendeu a construção de 40 presídios federais e regras mais rígidas para a progressão de pena de integrantes de facções criminosas.
“Vou fazer parceria com todos os países limítrofes, criando uma polícia sul-americana e acordos para podermos combater a criminalidade”, disse.
Zema defendeu a prisão preventiva após a prática de um terceiro delito e afirmou que o governo federal demonstra falta de “vontade ou coragem” para enfrentar o crime organizado.
Lula é alvo de candidatos
Embora Caiado tenha criticado Lula e Flávio ao tratar do caso Banco Master, os dois participantes concentraram a maioria dos ataques no presidente e no PT. Em comparação com debates anteriores, Flávio foi pouco mencionado, enquanto Lula apareceu nas discussões sobre pobreza, corrupção, segurança, saúde, economia e atuação do STF (Supremo Tribunal Federal). Zema chamou Lula de “pai da pobreza”, enquanto Caiado responsabiliza gestões petistas pela falta de mobilidade social.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por renansoares.
