O SERINGAL

6 milhões de votos em jogo: Cleitinho, governador eleito de MG, só apoiará Flávio Bolsonaro se ele for contra a escala 6×1; Veja o vídeo

O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), aumentou a pressão sobre Flávio Bolsonaro (PL) em torno do fim da escala de trabalho 6×1. Eleito no primeiro turno com 55,40% dos votos válidos — mais de 6,3 milhões de votos —, Cleitinho mantém publicamente sua defesa da mudança para a escala 5×2 e afirma que pretende votar a matéria enquanto ainda estiver no Senado.

A cobrança tem peso político porque ocorre justamente durante o segundo turno presidencial. Cleitinho já declarou apoio a Flávio Bolsonaro e disse estar à disposição para participar da campanha, mas quer convencer o candidato do PL a aderir ao fim da escala 6×1, proposta alinhada ao presidente Lula. Antes mesmo do primeiro turno, ele já havia afirmado à CNN que pretendia convencer Flávio e outros senadores a apoiar a proposta. No vídeo abaixo, Cleitinho critica Rogério marinho, da coordenação de campanha de Flávio: “ele tem que cuidar do Rio Grande do Norte, pois não entende nada de Minas Gerais”, disse.

 

Minas Gerais merece atenção especial nessa discussão. Flávio Bolsonaro venceu Lula no estado no primeiro turno: foram 5.777.548 votos, ou 48,24% dos válidos, contra 5.188.936 votos, ou 43,33%, para Lula. A diferença ficou em aproximadamente 588 mil votos.

Por isso, qualquer mudança no grau de envolvimento de Cleitinho na campanha teria relevância política, sobretudo por ele sair das urnas com 6,32 milhões de votos para governador. Isso, porém, não permite concluir automaticamente que seus eleitores seguiriam uma eventual mudança de posição: votos para governador e presidente são escolhas distintas, e não há base factual para transferir integralmente a votação de um candidato para outro.

Até aqui, portanto, o cenário documentado é de pressão, e não de rompimento. Cleitinho declarou apoio a Flávio no segundo turno, ao mesmo tempo em que colocou o fim da escala 6×1 entre as pautas que pretende cobrar do presidenciável. O tamanho político dessa cobrança fica evidente pelos números: o governador eleito recebeu mais votos em Minas do que qualquer um dos dois presidenciáveis no primeiro turno.

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