A eleição presidencial deste domingo, 25 de outubro, também coloca sob atenção pública o desempenho dos institutos de pesquisa. Durante o segundo turno, sucessivos levantamentos apresentaram Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contribuindo para um ambiente de incerteza e expectativa sobre o resultado das urnas.
Um levantamento publicado pelo Poder360 na madrugada da eleição identificou vantagem numérica de Flávio em 17 das 18 pesquisas nacionais mais recentes analisadas.
O cenário evidencia a importância de distinguir intenção de voto de resultado eleitoral. Pesquisas são retratos estatísticos de um determinado período, sujeitos a margens de erro, variações de participação e mudanças de opinião até o momento da votação.
A discussão sobre uma eventual “barrigada” dos institutos, expressão utilizada no jornalismo para designar um erro relevante de informação, depende agora de uma comparação criteriosa entre as estimativas e o resultado oficial das urnas. A simples vantagem numérica de um candidato em pesquisas que apontavam empate técnico não significa, isoladamente, que os institutos tenham previsto sua vitória.
Para milhões de brasileiros que acompanharam a sucessão de levantamentos, a reta final foi marcada por uma disputa apertada e pela expectativa de conhecer a decisão definitiva do eleitorado.
A apuração oficial permitirá avaliar a precisão das pesquisas, identificar eventuais discrepâncias e discutir os métodos utilizados pelos institutos. Mais do que apontar acertos ou erros, o episódio reforça a necessidade de comunicar claramente os limites das sondagens eleitorais.
Afinal, pesquisa mede intenção de voto. Quem decide uma eleição é o eleitor, nas urnas.
