O SERINGAL

Mirla Miranda, Eber, Antônia Lúcia, Barbary, Mazinho, Milani: as campanhas de milhões que esbarraram nas urnas e terminam sem mandato no AC

As eleições deste domingo (4) deixaram um dado relevante na disputa pela Câmara dos Deputados no Acre: candidaturas abastecidas com cifras milionárias de recursos públicos terminaram a votação sem conquistar uma das oito cadeiras destinadas ao estado.

Os dados declarados à Justiça Eleitoral mostram que algumas dessas campanhas receberam R$ 1 milhão ou mais, considerando Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e, em determinados casos, também recursos do Fundo Partidário. O TSE disponibiliza essas informações no DivulgaCandContas, sistema oficial de acompanhamento da arrecadação e das despesas eleitorais.

Entre os nomes citados, Zezinho Barbary (PP) recebeu R$ 2,896 milhões do Fundo Eleitoral (FEFC). Os registros mostram três repasses da direção nacional do PP, sendo R$ 2 milhões em 28 de agosto, R$ 746 mil em 1º de setembro e outros R$ 150 mil em 22 de setembro.

Antônia Lúcia (MDB) aparece com R$ 2,85 milhões do Fundo Eleitoral nos dados consultados, repassados pela direção nacional do MDB.

Mazinho Serafim (União Brasil) recebeu R$ 2,2 milhões do FEFC. Além desse dinheiro público, sua campanha registrou R$ 267,4 mil em outros recursos estimáveis, alcançando aproximadamente R$ 2,467 milhões em receitas declaradas.

No caso de Vanda Milani (Republicanos), foram R$ 1,6 milhão do Fundo Eleitoral, mais R$ 500 mil do Fundo Partidário e outros recursos, levando a receita declarada da campanha para aproximadamente R$ 2,149 milhões.

Mirla Miranda (Republicanos) recebeu R$ 100 mil identificados como Fundo Eleitoral, além de R$ 1,5 milhão do Fundo Partidário. Somadas outras receitas, sua campanha declarou aproximadamente R$ 1,655 milhão.

Juliet (Cidadania) recebeu R$ 1,2 milhão do Fundo Eleitoral e outros R$ 300 mil do Fundo Partidário, chegando a aproximadamente R$ 1,5 milhão em receitas.

Manoel Gerônimo (Republicanos) aparece com R$ 1,5 milhão do Fundo Partidário, e não do Fundo Eleitoral, além de aproximadamente R$ 53 mil em outros recursos.

Eber Machado (Republicanos) recebeu R$ 1 milhão do Fundo Eleitoral e R$ 300 mil do Fundo Partidário, além de R$ 2 mil em outros recursos, totalizando cerca de R$ 1,302 milhão declarados.

Leila Galvão (PP) teve R$ 1,2 milhão do Fundo Eleitoral, correspondendo à totalidade das receitas informadas na base consultada.

Já Sheila Andrade (Republicanos) recebeu R$ 1 milhão do Fundo Eleitoral, além de R$ 76,9 mil classificados como outros recursos, chegando a aproximadamente R$ 1,077 milhão.

Somente esses dez nomes citados movimentaram cifras expressivas de financiamento público eleitoral. Mas o resultado das urnas mostrou que disponibilidade financeira e conquista de mandato são elementos distintos: na eleição proporcional, além da votação individual, a distribuição das cadeiras obedece às regras de quociente eleitoral, quociente partidário e distribuição das sobras.

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