A iniciativa da Defensoria Pública do Acre de reunir homens envolvidos em casos de violência doméstica para orientá-los sobre responsabilização, limites legais e prevenção merece destaque. Mais do que punir, é fundamental trabalhar para impedir que novos episódios aconteçam.
Entre os dias 11 e 13 de agosto, 67 homens participaram de um ciclo de palestras promovido pela Defensoria, em parceria com o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), na unidade do Jardim de Alah, em Rio Branco. O público incluía pessoas submetidas à monitoração eletrônica ou alcançadas por medidas protetivas de urgência.
Durante os encontros, foram abordadas as consequências legais da violência doméstica, o cumprimento das medidas protetivas, os diferentes tipos de violência, o abuso de álcool, comportamentos machistas e formas não violentas de resolver conflitos.
A proposta merece reconhecimento justamente por atacar uma das raízes do problema: a necessidade de conscientizar o agressor sobre seus atos e interromper o ciclo da violência. Os participantes também receberam orientações sobre questões como guarda de filhos, visitas, pensão e patrimônio, além da necessidade de respeitar integralmente as decisões judiciais.
A esperança é que a mensagem ultrapasse os limites da sala de palestras. Que a consciência prevaleça, que o respeito seja aprendido e que a lei seja compreendida como um limite que ninguém está acima.
Combater a violência contra a mulher também é trabalhar para que ela não volte a acontecer.
