Há quem confunda proximidade com o poder com autoridade. Sem cargo, sem voto e sem qualquer legitimidade institucional, certos personagens circulam pelos corredores da administração pública distribuindo palpites, tentando interferir em decisões e cultivando a ilusão de que podem determinar o destino de gestores e servidores. Falo de uma distinta que tem sido alvo de fuxicos de dar inveja a Cicciolina, a pioneira da pornopolítica, por ser, como afirmam, “mais rodadas que saia de baiana”, amante de muitos, tão despudorada quando arrogante. E e coadjuvante de uma mídia doméstica gravada em bacanal com oficiais militares sob olhares e gargalhadas do dono da mansão enquanto o pequeno grupo presente, seminu, aplaudia o desempenho da messalina. Recomenda-se prudência à gulosa meretriz de luxo, do contrário a paciência esgotará e os guardadores do tal vídeo, que nada têm a perder, farão o estrago da exposição.
O que diria o empresário que a adotou como “amor de sua vida” sem saber das danações dela?
A arrogância costuma ser inversamente proporcional à relevância. Quem acredita mandar em tudo frequentemente esquece que influência verdadeira se conquista com credibilidade, responsabilidade e resultados — não com intimidação, vaidade ou intrigas de bastidores. No fim, a realidade costuma impor limites a quem jamais teve o poder que imagina possuir.
