Homem é conduzido à Delegacia da Mulher após confusão e denúncia de violência psicológica no Tribunal de Justiça do Acre
Uma ocorrência de suposta violência doméstica e psicológica mobilizou equipes da Polícia Militar na tarde desta segunda-feira (9) nas dependências do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), em Rio Branco.
De acordo com informações da polícia, a guarnição foi acionada por volta das 12h30 para atender uma denúncia envolvendo um casal. Ao chegar ao local, os policiais foram recebidos por agentes da Polícia Judiciária, que já acompanhavam a situação envolvendo a vítima e o acusado.
Em depoimento, ele informou que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima há cerca de cinco anos. Segundo ele, os dois teriam discutido por telefone durante a manhã e, após o desentendimento, a mulher deixou de atender suas ligações. O homem relatou que decidiu ir até o local de trabalho da companheira, no Tribunal de Justiça, onde conseguiu acesso à sala em que ela exerce suas funções. Questionado sobre o que ocorreu no interior do prédio, afirmou apenas que conversou com a vítima e alegou que ela estaria “surtada”. Sobre um aparelho celular que estava em sua posse, disse que o telefone era de sua propriedade, embora estivesse sendo utilizado pela companheira.
Já a vítima apresentou uma versão diferente dos fatos. Ela informou que a discussão resultou no fim do relacionamento e que deixou de atender as ligações do ex-companheiro por estar trabalhando. Pouco tempo depois, passou a receber mensagens informando que o acusado já se encontrava em frente à sua sala.
Segundo o relato, a presença do homem no ambiente de trabalho causou medo e constrangimento, já que ele estaria exaltado e insistia em abordá-la na frente de colegas e servidores. A mulher afirmou ainda que o ex-companheiro tentou tomar seu aparelho celular e que, ao saber de sua intenção de procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), passou a agir de forma mais agressiva, chegando a impedir sua saída do local.
A vítima relatou que servidores do Tribunal precisaram intervir para conter a situação. No entanto, mesmo com a intervenção, o companheiro teria conseguido retirar o aparelho telefônico de suas mãos ao perceber que estava sendo filmado.
Ainda de acordo com a mulher, o companheiro insistia em conversar com ela naquele momento e dentro do ambiente de trabalho. Ela também afirmou que ouviu a seguinte frase após informar que procuraria a delegacia: “Tu vai ver se acontecer alguma coisa comigo”.
Diante dos relatos e das circunstâncias observadas, as partes foram conduzidas à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher para os procedimentos cabíveis. O caso será investigado pelas autoridades competentes.
