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Brasília chama e Acre deve acelerar movimento que levaria Márcio Bittar ao palanque de Alan Rick

As articulações entre PL e Republicanos, que terão continuidade na próxima semana em Brasília, podem acabar produzindo reflexos diretos no tabuleiro político do Acre. Entre os estados considerados estratégicos nas negociações estão Mato Grosso, sob influência do senador Wellington Fagundes, São Paulo, com Valdemar Costa Neto, Espírito Santo, com Magno Malta, e o Acre, onde uma das decisões mais importantes passa pelas mãos do senador Márcio Bittar.

A expectativa é que um eventual fortalecimento do projeto nacional ligado ao senador Flávio Bolsonaro aumente a pressão para que lideranças estaduais do PL caminhem em sintonia com as articulações nacionais. Nesse cenário, cresce a especulação de que Márcio Bittar poderá optar por uma aproximação com o senador Alan Rick, movimento que representaria um distanciamento político da governadora Mailza.

A hipótese não surgiu agora. Há meses, Márcio vem dando sinais de desconforto com setores do Palácio Rio Branco, inclusive em declarações públicas. Há quem interprete essas manifestações como divergências pontuais. Outros, porém, avaliam que o senador pode estar preparando uma mudança de rota política há algum tempo.

Enquanto isso, a governadora Mailza mantém sua estratégia de diálogo e construção política, apostando na manutenção das alianças e evitando alimentar publicamente as especulações.

Com o fim da obrigatoriedade da verticalização partidária, as alianças nacionais deixaram de determinar automaticamente os acordos estaduais. Ainda assim, em Brasília, poucos acreditam que as conversas envolvendo o Acre sejam apenas protocolares. A próxima rodada de negociações poderá indicar não apenas o rumo das alianças nacionais, mas também revelar quem pretende permanecer onde está e quem considera mudar de embarcação antes da largada oficial de 2026.

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