O ex-governador Gladson Cameli (PP) levou até os últimos minutos do prazo, na noite desta terça-feira (25), a apresentação de sua defesa ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre contra a impugnação de sua candidatura ao Senado formulada pelo Ministério Público Eleitoral.
A estratégia jurídica, porém, não alterou o ritmo da campanha. Gladson permanece nas ruas, participa de atos políticos e continua empolgando militantes e simpatizantes que associam seu nome ao legado construído como governador, deputado federal e senador da República.
A candidatura, portanto, continua na rua enquanto a batalha avança nos tribunais. Agora, aguarda-se a definição da data em que o TRE-AC analisará o pedido de registro. Qualquer decisão desfavorável poderá ser levada ao Tribunal Superior Eleitoral e, caso haja matéria constitucional, eventualmente ao Supremo Tribunal Federal.
Até lá, Gladson pretende seguir fazendo campanha, mobilizando sua base e defendendo que será nas urnas — e depois do exame de todos os recursos previstos em lei — que seu futuro político deverá ser decidido.
Na contestação, os advogados pedem a rejeição da impugnação e o deferimento do registro. O Ministério Público Eleitoral sustenta que a condenação imposta pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça enquadraria Cameli nas hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa. A defesa argumenta que existem questões jurídicas que precisam ser examinadas antes de qualquer impedimento eleitoral.
