O SERINGAL

Condenado a 35 anos por estupro da própria enteada é preso no interior do Acre

Um crime repugnante, cometido justamente por quem deveria oferecer proteção e segurança dentro de casa. A Polícia Civil do Acre (PCAC) prendeu, na manhã desta sexta-feira (18), em Rodrigues Alves, um homem condenado pela Justiça a 35 anos de reclusão pelo estupro de sua própria enteada, vítima vulnerável.

O caso causa indignação pela gravidade da violência e, sobretudo, pela relação existente entre o condenado e a vítima. O ambiente familiar, que deveria representar abrigo e confiança para uma criança, tornou-se cenário de abuso sexual.

Segundo o delegado Marcílio Laurentino, responsável pela Delegacia-Geral de Rodrigues Alves, o crime ocorreu em 2023. Assim que a denúncia chegou ao conhecimento da Polícia Civil, foi instaurada investigação. As diligências resultaram na conclusão do procedimento e no encaminhamento do caso ao Poder Judiciário.

O acusado acabou julgado e condenado a 35 anos de prisão. O mandado foi expedido pela Justiça na quinta-feira (17) e cumprido já na manhã desta sexta-feira pelos policiais civis do município.

A prisão representa o cumprimento de uma decisão judicial diante de um crime que merece absoluto repúdio. Violência sexual contra crianças e adolescentes não pode ser relativizada, silenciada ou tratada como assunto privado de família. É crime.

Casos dessa natureza também reforçam a importância da denúncia. Crianças, especialmente quando o agressor pertence ao círculo familiar, podem estar submetidas ao medo, à ameaça ou à incapacidade de compreender e revelar imediatamente a violência sofrida.

A Polícia Civil do Acre informou que crimes de abuso e violência sexual contra crianças e adolescentes são tratados com rigor e que as ocorrências registradas em Rodrigues Alves serão investigadas e encaminhadas às autoridades responsáveis pelas providências previstas em lei.

Nenhuma relação familiar pode servir de esconderijo para um abusador. Proteger a infância é responsabilidade da família, da sociedade e do Estado — e romper o silêncio pode impedir que a violência continue.

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