A tentativa da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) de retirar do ar o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), pode ter produzido um efeito político contrário ao pretendido. Nesta segunda-feira (12), a comunidade alcançou 3,7 milhões de seguidores no WhatsApp, segundo levantamento do portal Metrópoles.
Os números impressionam. Na segunda-feira passada, dia 5, o canal reunia aproximadamente 55 mil seguidores. No sábado (10), já eram 3,2 milhões. No domingo (11), chegou a 3,5 milhões, com 300 mil novas adesões em um único dia. Nesta segunda, acrescentou outros 200 mil, atingindo a marca de 3,7 milhões. São 500 mil novos seguidores em aproximadamente 48 horas e mais de 3,6 milhões conquistados em uma semana.
O episódio ganhou contornos ainda mais delicados depois que um relatório da equipe técnica do próprio TSE informou não ter localizado novas publicações com os conteúdos falsos examinados no processo, ressalvando limitações na análise de vídeos. O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a suspensão integral determinada por Nunes Marques, permitindo a continuidade do canal.
Para a disputa presidencial, fica uma questão política relevante: até que ponto a judicialização de uma ferramenta de comunicação pode acabar ampliando justamente a visibilidade que seus adversários pretendiam restringir?
