Há despedidas que não cabem em uma nota de pesar. Exigem memória, silêncio e palavras arrancadas de um lugar muito mais profundo: o coração.
É desse lugar que o delegado Emylson Farias escreve sobre Cássio de Holanda Tavares. Não apenas sobre o defensor público que fez do acolhimento aos mais vulneráveis uma missão, mas sobre o amigo de juventude, o companheiro de sonhos, de trabalho e de uma caminhada iniciada quando ambos ainda imaginavam o futuro.
Nesta crônica(VEJA AQUI) a morte fica pequena diante da amizade. É uma homenagem póstuma justa e profundamente humana a um homem que passou a vida amparando os desassistidos — e cuja partida deixou, justamente entre aqueles que o amavam, um desamparo impossível de medir.
O que segue não é apenas uma despedida. É uma declaração de amizade para além da vida.
