O SERINGAL

O Acre que chora a morte suas mulheres e não tem mais representação feminina na Aleac: a reflexão de Emylson Farias e a esperança em Mailza e Jéssica

Há dores que nenhuma estatística consegue traduzir. Há tragédias que não terminam com o sepultamento de uma vítima. E há silêncios que dizem muito sobre a sociedade que estamos construindo.

Emylson Farias escreve: O Que Sobrou da Felicidade

 

Na emocionante crônica “O Que Sobrou da Felicidade”, desta semana, o delegado de Polícia Emylson Farias mergulha nas feridas abertas pelo feminicídio, resgata a herança histórica do machismo e faz uma oportuna e contundente reflexão sobre o resultado das eleições no Acre: pela primeira vez, nenhuma mulher ocupará uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa na próxima legislatura.

O resultado surpreende, entristece e impõe uma pergunta incômoda: como enfrentar a matança que ameaça, amedronta e destrói tantas famílias acreanas quando as mulheres desaparecem justamente de um dos principais espaços de decisão política?

Emylson transforma a lembrança dilacerante de duas crianças que testemunharam o assassinato da própria mãe em um retrato da brutalidade que rouba vidas, futuros e felicidades inteiras.

Nesse cenário de desalento, a reportagem de Oseringal pincela a presença da governadora Mailza Assis e de Jéssica Sales, candidatas ao governo e à vice-governadoria, respectivamente, como símbolo de esperança e da possibilidade de ampliar o protagonismo feminino nas decisões sobre o destino do Acre, propondo reflexões emergentes, necessárias, um chamado à consciência coletiva. Porque uma sociedade que não consegue proteger suas mulheres e tampouco lhes assegurar espaço nas instâncias de poder precisa repensar urgentemente seus caminhos.

Emylson nos convida a uma leitura necessária, dolorosa e profundamente humana. Daquelas que apertam o coração, despertam indignação e nos obrigam a perguntar: afinal, o que sobrou da felicidade?

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