O SERINGAL

O amor entrou na guerra: Matheus ama Sóron, que rejeita Samir e antigos aliados viram rivais

A disputa que envolve os Bestene, Matheus Paiva e os espaços da Saúde começa a ganhar contornos políticos mais claros nos bastidores do Acre.

José Bestene chegou à Secretaria de Estado de Saúde por indicação da governadora Mailza Assis. Antes de assumir a pasta, estava inserido no cenário eleitoral. Com a mudança, seu filho, Samir Bestene, vereador de Rio Branco, passou a disputar uma vaga de deputado estadual.

Os Bestene também possuem presença política em diferentes espaços da administração pública, tanto na Prefeitura de Rio Branco quanto no Governo do Estado. Em ano eleitoral, essa movimentação naturalmente ganha atenção.

Na estrutura da Saúde, a Fundhacre aparece como um dos pontos de tensão – E ALVO CLARO DE COBIÇA.

A presidente da instituição é companheira de Matheus Paiva, vereador de Rio Branco.

Matheus integra a base de apoio da governadora Mailza Assis na Câmara Municipal e declara publicamente seu apoio à governadora.

Ao mesmo tempo, tem feito a defesa política de sua companheira diante das movimentações envolvendo a Fundhacre.

Mas existe outro ingrediente nessa disputa: Sóron não apoia Samir Bestene.

E esse posicionamento fez eclodir a cizânia entre Samir e Matheus, antes coleguinhas de tribuna.

Há ainda um detalhe importante: quando José Bestene assumiu a Secretaria de Saúde, Sóron já fazia parte da estrutura. Sua indicação é de Mailza, embora politicamente apoie Adailton Cruz, ex-presidente do Sindicato da Saúde.

Ora, o direito de escolha deve ser respeitado!!

Ou seja, sua presença na estrutura antecede a chegada de José Bestene à secretaria, enquanto seu posicionamento eleitoral não coincide com o projeto de Samir.

É nesse ponto que a disputa ganha outro contorno. O entorno de Bestene dorme e acorda pressionando para exonerar Sóron,  sob o argumento rasteiro de que ela seria do tempo do antecessor do Zeca, o médico Pedro pascoal.  Quanta bobagem!

De um lado, José Bestene ocupa a Secretaria de Saúde e Samir disputa uma vaga de deputado estadual. De outro, Matheus defende sua companheira, que preside a Fundhacre. E, dentro desse cenário, Sóron mantém uma posição política própria.

A pergunta passa a ser inevitável:

A guerra é pela Fundhacre ou pelo apoio político de Sóron?

Ou as duas coisas estão relacionadas?

Os fatos conhecidos permitem diferentes leituras. O que está claro é que a disputa deixou de ser apenas eleitoral. Ela envolve nomes, espaços dentro da Saúde e diferentes projetos políticos.

E existe ainda a questão maior: Mailza.

José Bestene está na secretaria por indicação da governadora. Matheus integra sua base na Câmara. Sóron permanece na estrutura por uma indicação ligada a Mailza.

Ao mesmo tempo, cada grupo possui seus próprios interesses eleitorais para 2026. E a máquina é usada ao bel prazer de gente oportunista, maquiavélica.

Por isso, a pergunta continua:

Estão preocupados com eles mesmos ou estão preocupados com Mailza?

A resposta está nos próximos movimentos.

Porque, em política, muitas vezes o que parece ser uma briga pessoal é apenas a parte visível de uma disputa por espaço e influência.

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