O SERINGAL

O mecânico esquartejado: cabeça e tronco seguem desaparecidos e crime bárbaro intriga investigadores, em Rio Branco

A investigação sobre o brutal assassinato do mecânico França Cordovez Vale de Souza, de 48 anos, segue sem respostas definitivas. A Polícia Civil do Acre mantém o inquérito em andamento e ainda tenta desvendar quem executou o crime, qual foi a motivação e onde estão as partes do corpo da vítima que continuam desaparecidas.

O caso é conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que continua realizando diligências e ouvindo testemunhas na tentativa de reconstruir os últimos passos do mecânico e identificar os responsáveis pelo homicídio.

França desapareceu no dia 17 de junho. Dois dias depois, o caso ganhou contornos ainda mais macabros quando partes do corpo começaram a ser encontradas em diferentes pontos de Rio Branco, indicando uma tentativa de dificultar a identificação da vítima e o trabalho da investigação.

A primeira descoberta foi uma perna com uma tornozeleira eletrônica, localizada na Estrada do Amapá. No dia seguinte, moradores encontraram as mãos e parte da outra perna dentro de uma bolsa abandonada na Rua Itália, na região do Jardim Alah.

Exames da Polícia Técnico-Científica confirmaram que os restos mortais pertenciam ao mecânico. Apesar disso, a investigação ainda enfrenta uma das maiores incógnitas do caso: a cabeça e o tronco de França jamais foram encontrados, o que dificulta a reconstituição da dinâmica da execução e a produção de elementos periciais considerados importantes.

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou informações sobre suspeitos nem revelou qual linha de investigação é considerada prioritária. Testemunhas já prestaram depoimento, mas os investigadores mantêm sigilo sobre o conteúdo das oitivas para não comprometer o andamento do inquérito.

França Cordovez cumpria pena em regime semiaberto. Ele havia sido condenado por invadir uma churrascaria no bairro Calafate e deixar três pessoas feridas durante a ação. A polícia, no entanto, não confirmou se o histórico criminal da vítima possui relação com o assassinato.

Enquanto as diligências prosseguem, o crime permanece envolto em mistério. A Polícia Civil afirma que o inquérito somente será concluído após a identificação dos autores e o completo esclarecimento das circunstâncias e da motivação do homicídio.

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