Segundo as investigações conduzidas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Acre (FICCO/AC), em conjunto com a Delegacia de Polícia Civil de Boca do Acre, o grupo possuía uma divisão de tarefas bem definida, semelhante à estrutura de uma empresa criminosa.
As apurações identificaram integrantes responsáveis pelo abastecimento e transporte de entorpecentes entre municípios, operadores encarregados da distribuição e comercialização das drogas, pessoas incumbidas de administrar pontos de venda e membros dedicados exclusivamente à arrecadação e movimentação dos recursos obtidos com o tráfico. A organização também mantinha um sistema financeiro destinado a ocultar e dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido de forma ilícita, caracterizando indícios de lavagem de dinheiro.
Com base nas provas reunidas durante a investigação, o Poder Judiciário autorizou o cumprimento de 30 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão preventiva, executados simultaneamente nos municípios de Rio Branco, Boca do Acre e Pauini. Até o momento, cinco investigados foram presos e permanecem à disposição da Justiça.
De acordo com a investigação, os envolvidos poderão responder por crimes de tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros delitos que venham a ser confirmados ao longo da instrução processual.
A FICCO/AC é formada por integrantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil do Acre, Polícia Militar do Acre, Polícia Penal do Acre e da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, atuando de forma integrada no enfrentamento às organizações criminosas que operam na região de fronteira entre Acre e Amazonas.
