A apreensão judicial de 38 ônibus da Ricco Transportes começou a produzir efeitos imediatos na rotina de milhares de usuários do transporte coletivo de Rio Branco. Com menos veículos em circulação, a capital passou a enfrentar aumento no tempo de espera, superlotação em algumas linhas e maior concentração de passageiros no Terminal Urbano.
Diante do cenário, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da RBTrans, reconheceu oficialmente que a redução da frota compromete a operação do sistema e anunciou medidas emergenciais para minimizar os impactos enquanto durar a indisponibilidade dos veículos.
Segundo a nota pública assinada pelo superintendente da RBTrans, coronel Marcos Roberto da Silva Coutinho, a partir desta quarta-feira (1º) será autorizada, em caráter excepcional e temporário, a operação de táxi-lotação por taxistas devidamente regularizados. O serviço terá tarifa de R$ 5 por passageiro, por trecho, nos deslocamentos entre bairros e Centro, com embarque e desembarque em frente à Galeria Cunha, na Rua Quintino Bocaiúva.
Mesmo com a medida, a própria prefeitura admite que algumas linhas continuarão operando com número reduzido de ônibus, o que exige atenção dos passageiros aos novos horários e às orientações dos agentes de transporte.
A situação representa um dos momentos mais delicados enfrentados pelo sistema de transporte coletivo da capital nos últimos anos. Trabalhadores, estudantes e demais usuários que dependem diariamente dos ônibus deverão conviver com viagens mais demoradas, filas maiores e possível superlotação até que a frota seja restabelecida.
A apreensão dos veículos decorre de decisão judicial relacionada a uma antiga disputa envolvendo a Ricco Transportes, episódio que reacendeu o debate sobre a capacidade operacional da empresa diante de seu passivo judicial. Enquanto a questão tramita na Justiça, os prejuízos recaem diretamente sobre a população, que enfrenta dificuldades para se deslocar pela cidade.
A RBTrans também orientou os usuários a utilizarem apenas serviços regulamentados, alertando para o risco de transporte clandestino e de cobranças abusivas durante o período de emergência. Segundo a autarquia, a fiscalização será intensificada para garantir a segurança dos passageiros e preservar a regularidade dos serviços autorizados.
Até que a situação seja normalizada, a expectativa é de que o sistema opere com limitações, exigindo paciência dos usuários e adaptações na rotina de quem depende do transporte público para trabalhar, estudar ou acessar serviços essenciais.
