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Análise: EUA deveriam se preocupar com visita de Modi à China?

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Análise: EUA deveriam se preocupar com visita de Modi à China?

A pressão econômica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece estar reaproximando a relação entre a Índia e a China, que estava congelada há mais de cinco anos.

Pela primeira vez desde 2018, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, viajará à China a partir deste domingo (31) para participar de uma cúpula organizada pelo líder chinês Xi Jinping. A visita acontece após Trump impor tarifas de 50% sobre as importações de produtos indianos.

Em um momento de tensão geopolítica, os líderes da Índia e da China – que travaram um combate brutal na fronteira disputada em 2020 – agora podem apertar as mãos e priorizar a estabilidade econômica em detrimento da rivalidade.

Ao lado de Modi, líderes mundiais da Rússia, Paquistão, Irã e Ásia Central se juntarão a Xi Jinping neste fim de semana para o que Pequim chama de “a maior cúpula até agora” da OCX (Organização de Cooperação de Xangai), um grupo de segurança regional fundado pela Rússia e pela China com o objetivo de remodelar o equilíbrio de poder global.

A presença da Índia no evento é o exemplo mais revelador até agora do estreitamento dos laços entre as duas potências asiáticas – um realinhamento que ameaça desfazer anos de esforços dos EUA para manter Nova Déli como contrapeso à China na região.

Embora a relação entre a Índia e a China já estivesse se estreitando nos últimos tempos, analistas afirmam que as políticas “América Primeiro” de Trump estão levando os dois líderes, que construíram suas marcas políticas sobre uma base sólida de nacionalismo, a explorar uma parceria necessária.

Tarifas de Trump sobre a Índia

As tarifas de Trump sobre Índia como forma de punição pela compra de petróleo russo tem sido especialmente difícil para Modi, que tinha uma relação de amizade com Trump durante o primeiro mandato do presidente americano.

A ameaça das taxas “gerou um certo grau de urgência” em Nova Déli para estabilizar orelacionamento com Pequim, disse Manoj Kewalramani, que lidera os estudos Indo-Pacífico da Instituição Takshashila, na cidade indiana de Bengaluru.

No entanto, ele afirmou que este não é o “principal impulsionador” para uma reconfiguração do relacionamento, já que Nova Déli e Pequim também buscam estabilizar os laços em prol dos próprios interesses nacionais.

Vários governos da Casa Branca têm trabalhado para fortalecer os laços estratégicos com a Índia por meio de transferências de tecnologia e exercícios militares conjuntos, com o objetivo de combater a China, que tem sido cada vez mais assertiva na região do Indo-Pacífico.

Perder a Índia seria “o pior resultado” para os EUA, dizem analistas.


Trump e Modi se reúnem na Casa Branca em fevereiro
Trump e Modi se reúnem na Casa Branca em fevereiro • REUTERS/Kevin Lamarque

Melhoras no relacionamento entre China e Índia

Após uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, e o primeiro-ministro Modi, em Nova Déli, na semana passada, ambos os lados reconheceram as melhoras no relacionamento tenso.

“As relações Índia-China têm progredido de forma constante, guiadas pelo respeito aos interesses e sensibilidades de cada um”, declarou o líder indiano. “Laços estáveis, previsíveis e construtivos entre a Índia e a China contribuirão significativamente para a paz e a prosperidade regionais e globais.”

A visão de Pequim, segundo Yun Sun, diretor do Programa China do think tank Stimson Center, em Washington, é que “esta calmaria foi definitivamente iniciada por Trump”.

“A Índia não consegue mais fingir que ainda conta com forte apoio (de Washington)”, disse Sun. Portanto, a visão de Pequim é que, como os EUA “recuaram”, Nova Déli precisa “recalibrar sua política externa e melhorar seu relacionamento com a China”.

Mas analistas afirmam que é improvável que a cúpula inaugure um realinhamento total.

“Para mim, não é uma redefinição no sentido de que a Índia está dizendo ‘estamos fartos da América’. Isso não vai acontecer”, afirma Kewalramani. “Os Estados Unidos continuam sendo o parceiro mais importante (da Índia) no mundo, mas a China é nossa maior vizinha. Temos que conviver com isso.”

Da amizade à rivalidade

A trajetória das relações Índia-China evoluiu de uma parceria pós-colonial para uma rivalidade estratégica moderna.

Nova Déli foi um dos primeiros países a estabelecer relações diplomáticas com a República Popular da China em 1950, década caracterizada por uma visão compartilhada de solidariedade asiática.

Essa amizade foi, no entanto, abalada pela Guerra Sino-Indiana de 1962, um conflito breve, mas brutal, que deixou um legado de profunda desconfiança e uma disputa de fronteira não resolvida.

Nas décadas seguintes, os líderes dos países tomaram medidas para construir laços econômicos que levaram ao crescimento do comércio bilateral, apesar das tensões persistentes em sua fronteira comum.

Mas os confrontos mortais no Vale de Galwan em 2020 – que deixaram pelo menos 20 soldados indianos e quatro chineses mortos – alteraram violentamente esse equilíbrio.

“Os confrontos de 2020 não são simplesmente algo que a Índia pode deixar para trás”, afirmou Farwa Aamer, diretora de Iniciativas do Sul da Ásia no Asia Society Policy Institute.

Em vez disso, o objetivo é garantir que episódios como aquele não se repitam, e é nisso que a reconstrução do relacionamento se baseia, em uma busca conjunta de estabilidade nas fronteiras.

Houve uma normalização gradual dos laços entre Nova Déli e Pequim após Modi e Xi se encontrarem às margens da cúpula do Brics na Rússia, em outubro de 2024.

Os dois lados concordaram em retomar os voos diretos entre os países, cancelados desde a pandemia de Covid-19.

Pequim concordou recentemente em reabrir dois locais de peregrinação no Tibete Ocidental para indianos pela primeira vez em cinco anos, e os dois países começaram a reemitir vistos de turista para os cidadãos um do outro.


O premiê indiano Narendra Modi e o presidente chinês Xi Jinping
O premiê indiano, Narendra Modi, e o presidente chinês, Xi Jinping • Foto: Twitter/ Reprodução

Estratégias políticas

O reconfiguração dos laços da Índia e da China é um exemplo da política de autonomia estratégica, que prioriza os interesses nacionais em detrimento da fidelidade rígida a um bloco.

Na cúpula da OCX, além de Xi Jinping, Modi estará na presença do primeiro-ministro do Paquistão, com quem a Índia se envolveu recentemente em um conflito mortal, e da Rússia, cujas vendas contínuas de petróleo para a Índia desde a invasão da Ucrânia irritaram os EUA e levaram Trump a impor tarifas de 25% sobre produtos indianos como punição.

Esse envolvimento com um bloco dominado por Pequim contrasta fortemente com o aprofundamento dos laços da Índia com o Quad – um grupo de segurança com os EUA, Japão e Austrália – que é visto como um contrapeso democrático à crescente influência da China no Oceano Índico.

Com o impasse na disputa de fronteira, Nova Déli está optando por isolar os imperativos diplomáticos e econômicos do conflito de segurança com Pequim, segundo Kewalramani.

“Embora ambos os lados saibam que existem desafios estruturais e que esse relacionamento continuará difícil, os dois percebem que uma deterioração não é do interesse de ninguém”, disse ele.

O caminho para a estabilidade

A reconfiguração estratégica da Índia em relação a Pequim se baseia menos em uma postura de segurança atenuada e mais na necessidade econômica.

No ano passado, a China foi o segundo maior parceiro comercial de Nova Déli, depois dos EUA, com um comércio bilateral de US$ 118 bilhões, segundo dados do Departamento de Comércio da Índia.

A Índia depende de Pequim não apenas para produtos finais, como eletrônicos, mas também para produtos intermediários essenciais e matérias-primas que abastecem suas próprias indústrias.

No entanto, esse emaranhado econômico fica sob a sombra da tensa realidade militar.

Quaisquer negociações entre Modi e Xi seriam complicadas pelas dezenas de milhares de soldados ainda posicionados na fronteira com o Himalaia, e este conflito não resolvido continua sendo o principal obstáculo para a reconstrução da confiança.

Na semana passada, os dois lados concordaram com dez pontos sobre a questão da fronteira, incluindo a manutenção da “paz e tranquilidade”, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China.

Como observa Tanvi Madan, pesquisadora sênior do Centro de Estudos de Política Asiática no programa de Política Externa da Brookings Institution, “não está claro se os dois lados realmente confiarão um no outro”.

Segundo ela, o principal teste é se a retórica dos líderes se traduzirá em uma redução da tensão na prática, algo que já falhou antes.

O futuro da relação Índia-China será definido pela capacidade de ambos de administrar essa delicada dança.

O futuro, disse Aamer, da Asia Society, trará “talvez uma relação mais estável, onde a competição não necessariamente acabou, mas o conflito está sob controle”.

Fuvest 2026: prazo para pedir recursos específicos termina na segunda (1º)

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Fuvest 2026: prazo para pedir recursos específicos termina na segunda (1º)

Os candidatos que desejam solicitar recursos específicos para a realização das provas do Vestibular 2026 da Fuvest devem fazer o pedido até esta segunda-feira (1º de setembro), exclusivamente pelo site da Fuvest.

Entre as opções disponíveis oferecidas estão tempo adicional para a realização das provas, transcritor, provas em Braille ou ampliadas e provas em preto e branco para daltônicos, além de condições especiais como amamentação, uso de muletas, cadeira de rodas ou cilindros de oxigênio.

As orientações completas sobre os recursos específicos podem ser consultadas no Guia Inclusão Vestibular 2026. O material reúne ainda informações sobre o uso do nome social e as políticas de ações afirmativas adotadas, como a reserva de vagas para egressos de escolas públicas e candidatos pretos, pardos e indígenas.

O resultado das solicitações será divulgado na Área do Candidato no dia 25 de setembro. Já os recursos poderão ser interpostos entre os dias 25 e 29 de setembro.

Vale lembrar que o período de inscrição da Fuvest, vestibular que dá acesso às graduações da USP (Universidade de São Paulo), vai até o dia 7 de outubro.

Dicas para o Enem: como a IA pode ajudar na preparação?

Eduardo Bolsonaro pode exercer mandato dos EUA? Entenda

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Eduardo Bolsonaro pode exercer mandato dos EUA? Entenda

Mais de um mês após o término de sua licença, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) permanece nos Estados Unidos, soma faltas na Câmara dos Deputados e pede autorização para continuar exercendo o seu mandato de maneira remota.

Como mostrou a CNN, o parlamentar encaminhou um ofício à Presidência da Câmara solicitando a autorização na última quinta-feira (28). No documento, Eduardo afirma que está nos EUA em razão de “perseguição política” e cita precedente da pandemia de Covid-19.

De acordo com o professor de Direito do Insper Luiz Fernando Esteves, o exercício do mandato à distância não é possível, porque conflita com as disposições constitucionais.

Segundo o artigo 226 do regimento da Casa Legislativa, todo deputado “deve apresentar-se à Câmara durante a sessão legislativa ordinária ou extraordinária, para participar das sessões do Plenário e das reuniões de Comissão de que seja membro, além das sessões conjuntas do Congresso Nacional”.

O artigo seguinte estabelece que o comparecimento será registrado diariamente. Por causa disso, se faltar a um terço das sessões ordinárias, o parlamentar perderá o mandato. As exceções se dão apenas em casos de licença ou missão oficial.

A Constituição também é expressa ao indicar que as reuniões do Congresso serão realizadas em Brasília, por isso, é difícil sustentar uma interpretação que autorize que um parlamentar possa participar estando em outro país.


Luiz Fernando Esteves, professor de Direito do Insper

Quando anunciou que passaria a morar nos Estados Unidos, Eduardo tirou uma licença de 122 dias de seu mandato — dois destinados a “tratamento de saúde” e os outros 120 para “tratar de interesses pessoais”. O prazo terminou em 20 de julho, mas o deputado decidiu continuar fora do Brasil.

Na avaliação do professor de Direito, nem o argumento da suposta perseguição política nem o precedente da pandemia são justificativas plausíveis para que o parlamentar pudesse exercer o mandato remotamente.

“Apesar de investigado, Eduardo Bolsonaro não é acusado de ter praticado crime no Brasil. Além disso, por ser parlamentar, ainda que hipoteticamente ele fosse preso ao retornar para o Brasil, a Câmara dos Deputados analisaria e poderia relaxar a prisão. Portanto, a ideia de perseguição política não se sustenta”, afirmou.

Já em relação à questão da pandemia, o especialista ressaltou que se tratou de uma medida “excepcional”.

“Não é possível sustentar que aquela criação excepcional para lidar com a pandemia confere um direito a Eduardo Bolsonaro participar de forma remota nesse contexto atual em que nada justifica a excepcionalidade.”

Hugo: não há previsão de mandato à distância

No início deste mês, em entrevista exclusiva à CNN, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que Eduardo Bolsonaro sabia dos riscos de perder o mandato quando se mudou para os Estados Unidos e que não há previsão legal para o exercício do mandato parlamentar à distância.

“Não há previsão regimental do exercício de mandato à distância. Nós tivemos a única vez na história isso sendo permitido na época da pandemia porque os parlamentares não conseguiam vir a Brasília para o exercício parlamentar. Agora não temos esse caso de saúde pública que justificou aquilo naquela época”, disse Hugo.

5 argumentos que se repetem nas alegações finais dos réus do núcleo 1

 

Musa de Luis Fernando Verissimo, Patricia Pillar homenageia o escritor

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Musa de Luis Fernando Verissimo, Patricia Pillar homenageia o escritor

Uma das musas inspiradoras de Luis Fernando Verissimo, a atriz Patricia Pillar prestou uma homenagem para o escritor nas redes sociais. O autor e cronista morreu neste sábado (30/8), aos 88 anos, devido a complicações decorrentes da pneumonia.

Patricia era uma das musas de Verissimo e foi mencionada 18 vezes na antologia Veríssimas (2016). Em um dos trechos, ele afirmou: “O pudim de laranja é a única prova convincente da existência de Deus. Além da Patricia Pillar, claro”.

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Patricia Pillar compartilha registros ao lado de Luis Fernando Verissimo

Reprodução/Instagram @patriciapillar
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Patricia Pillar compartilha registros ao lado de Luis Fernando Verissimo

Reprodução/Instagram @patriciapillar
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Luis Fernando Verissimo

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Luis Fernando Verissimo

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Luis Fernando Verissimo

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Luis Fernando Veríssimo posa na biblioteca

Divulgação

Ao longo dos anos, os dois se tornaram amigos e passou a considerá-lo parte da família. A última postagem dos dois juntos foi em 11 de abril, quando compartilhou uma foto de um encontro entre eles e o jornalista Zuenir Ventura.

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Homenagem

Após a morte de Luis Fernando Verissimo, Patricia Pillar compartilhou fotos ao lado do escritor e fez uma linda homenagem.

“Tão difícil falar de Luis Fernando Verissimo. O homem mais doce, divertido e genial que conheci; meu “muso”, minha inspiração”, começou a atriz.,

Ela também falou “leveza e olhar perspicaz” dele e em como ele “transformava o cotidiano em poesia e elevava o banal à teoria filosófica, sempre cheio de graça e bom humor”.

“Conviver com ele e sua família foi um privilégio que guardo no coração, e sua ausência deixa um vazio imenso”, finalizou Patricia na homenagem.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Patricia Pillar (@patriciapillar)



Fonte: Metrópoles

Santos x Fluminense: veja onde assistir ao jogo do Brasileirão

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Santos x Fluminense: veja onde assistir ao jogo do Brasileirão

Dando sequência aos compromissos da 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, Santos e Fluminense medem forças. As equipes se enfrentam às 16h na Vila Belmiro. As duas equipes vêm de derrota na última rodada e precisam do resultado para reagirem na competição.

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A partida será transmitida pela Globo e pelo Premiere.

O duelo marca a estreia de Juan Pablo Vojvoda como treinador do Santos. A equipe não vive um bom momento na competição. São duas derrotas nos últimos dois jogos, uma delas, a goleada para o Vasco por 6 x 0, que culminou na demissão de Cléber Xavier. O Peixe é o 15º na classificação com 21 pontos.

O Fluminense também chega depois de um resultado ruim no Brasileiro. Na última rodada, a equipe perdeu para o Red Bull Bragantino por 4 x 2, fora de casa. O Tricolor está em 9º na tabela com 27 pontos conquistados. No primeiro turno, o Flu venceu o Santos no Maracanã por 1 x 0.

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Fluminense e Santos se enfrentaram no Maracanã

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Mas o Santos acabou derrotado no Maracanã

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Neymar

Reprodução



Fonte: Metrópoles

Davide Ancelotti exalta atuação do Botafogo em goleada: “Bom futebol”

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Davide Ancelotti exalta atuação do Botafogo em goleada: “Bom futebol”

A vitória do Botafogo por 4 x 1 sobre o Red Bull Bragantino, na noite deste sábado (30/8), agradou o treinador Davide Ancelotti. Em coletiva de imprensa após o duelo, o comandante exaltou a atuação do Glorioso na goleada.

Segundo Ancelotti, a equipe do Botafogo praticou um bom futebol diante do Bragantino. Para o italiano, a forma ofensiva como a equipe jogou diante do adversário foi essencial para conquistar o resultado.

3 imagensBotafogo x Red Bull Bragantino - Série A do BrasileirãoBotafogo x Red Bull Bragantino - Série A do BrasileirãoFechar modal.1 de 3

Botafogo x Red Bull Bragantino – Série A do Brasileirão

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Botafogo x Red Bull Bragantino – Série A do Brasileirão

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Botafogo x Red Bull Bragantino – Série A do Brasileirão

Vitor Silva/Botafogo

“Jogamos um bom jogo, um bom futebol. A gente procura jogar bem, às vezes, isso é possível, às vezes, não. Mas a atitude sempre tem de ter. A atitude do time hoje foi positiva. Um jogo que a gente precisava ganhar aqui no Nilton (Santos), que é muito importante”, destacou Ancelotti.

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O treinador definiu uma estratégia para o período de Data Fifa. A ideia, em um primeiro momento, é descansar a equipe para se dedicar aos treinos, de olho no clássico contra o Vasco pela Copa do Brasil, em 11 de setembro.

“Agora, na Data Fifa, vamos, primeiro, descansar, e depois ter a possibilidade de treinar, porque temos um jogo muito importante depois da Data Fifa”, declarou o italiano.

Com a vitória por 4 x 1 sobre o Bragantino, o Botafogo se mantém na 5ª posição, com 35 pontos. A equipe alvinegra está na briga pelas primeiras colocações da Série A do Brasileirão, enquanto o Bragantino estacionou na 8ª colocação.



Fonte: Metrópoles

Série D: confira melhores momentos de Santa Cruz-PE e América-RN

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Série D: confira melhores momentos de Santa Cruz-PE e América-RN

Em jogo transmitido pelo Metrópoles, ao vivo e com imagens pelo YouTube, o Santa Cruz-PE venceu o América de Natal-RN por 1 x 0, com gol de Ariel Nahuelpan, aos 41 minutos da segunda etapa. O jogo ocorreu na Arena Pernambuco, no Recife.

Confira os melhores momentos da partida:

A data prevista para o jogo de volta na Arena das Dunas é no próximo domingo (7/9), às 16h.

Metrópoles no Brasileirão Série D

As transmissões são realizadas no YouTube do portal Metrópoles. Clique aqui para acessar. Além da transmissão dos jogos, você acompanhará, diariamente, tudo sobre os confrontos em nosso portal.

A exibição das partidas do Brasileirão Série D é mais uma atração do Grupo Metrópoles, que conta também com o Metrópoles Sports, Metrópoles Music e Metrópoles Endurance. 

O Metrópoles transmitiu pelo YouTube, ao vivo e com imagens, oito jogos das oitavas de final do Brasileirão Série D neste fim de semana. Confira a lista completa:

Sábado (30/8):

  • Maranhão-MA 1 x 0 ASA-AL – 16h
  • Goiatuba-GO 0 x 0 Inter de Limeira-SP – 16h
  • Santa Cruz-PE 1 x 0 América de Natal-RN – 19h

Domingo (31/8)

  • Cianorte-PR x Barra-SC – 15h
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Fonte: Metrópoles

Câmara pauta análise de processos contra 11 deputados; Eduardo fica fora

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Câmara pauta análise de processos contra 11 deputados; Eduardo fica fora

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados se reúne nesta terça-feira (2) para analisar 14 representações contra 11 parlamentares.

O caso do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não foi incluído na pauta. Eduardo tem quatro representações no colegiado que miram sua cassação.

 

 

O deputado André Janones (Avante-MG) é um dos principais alvos, com três representações apresentadas pelo PL.

Janones já acumula dez processos no Conselho de Ética. Em julho, foi suspenso por três meses após bate-boca no plenário, em processo movido pela Mesa Diretora da Casa.

Também estão na lista os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ), citado em duas ações, além de Guilherme Boulos (PSOL-SP), Kim Kataguiri (União-SP), Gustavo Gayer (PL-GO), Gilvan da Federal (PL-ES), Delegado Éder Mauro (PL-PA), José Medeiros (PL-MT), Sargento Fahur (PSD-PR) e Célia Xakriabá (PSOL-MG).

As representações foram apresentadas por partidos como PL, PT, PSOL e Novo, e tratam de diferentes acusações de quebra de decoro parlamentar.

A reunião prevê a instauração dos processos e o sorteio de listas tríplices para a escolha dos relatores.

Caberá a eles analisar as denúncias e elaborar pareceres, que podem recomendar desde o arquivamento dos casos até a cassação do mandato.

Efeitos dos testes nucleares da Guerra Fria ainda prejudicam milhões

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Efeitos dos testes nucleares da Guerra Fria ainda prejudicam milhões

Enquanto crescia em Salt Lake City, Utah, nas décadas de 1950 e 60, Mary Dickson estava entre os milhões de estudantes americanos ensinados a “abaixar e se proteger” em caso de uma guerra nuclear.

“Eu só me lembro de pensar: “Isso não vai nos salvar de uma bomba””, ela disse à CNN. Naquela época, Dickson não sabia que armas nucleares estavam sendo detonadas no estado vizinho de Nevada enquanto os EUA testavam o novo arsenal.

Ela vivia na direção do vento, para onde grande parte da precipitação radioativa dos testes atmosféricos se deslocava. Dickson conta que teve câncer de tireoide; sua irmã mais velha faleceu de lúpus aos 40 anos; sua irmã mais nova foi recentemente informada que seu câncer intestinal se espalhou para outras partes do corpo; e suas sobrinhas também têm problemas de saúde.

A idosa também disse que uma vez contou 54 pessoas em seu bairro de infância, numa área de cinco quarteirões, que sofreram de câncer, doenças autoimunes, defeitos congênitos ou abortos espontâneos.

Não está claro o que causou esses cânceres, já que é difícil atribuir responsabilidade direta, mas é geralmente aceito pela comunidade médica que a exposição à radiação aumenta o risco de câncer, dependendo do nível de exposição.

“A exposição à radiação aumenta a chance de desenvolver câncer, e o risco aumenta conforme a dose aumenta: quanto maior a dose, maior o risco”, afirma a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, citando estudos que acompanham grupos de pessoas expostas à radiação.

Coletivamente, aqueles que viviam e foram expostos nos estados ao redor da região de testes de Nevada, incluindo Arizona, Utah, Oregon, Washington State e Idaho, ficaram conhecidos como “downwinders” (pessoas afetadas pela radiação).

“É devastador”, disse Dickson, uma dramaturga e defensora dos sobreviventes dos testes de armas nucleares nos EUA. “Não posso dizer quantos amigos eu tive, e seus cânceres voltaram… O dano psicológico não vai embora. Você passa o resto da vida preocupada que cada nódulo, cada dor significa que voltou.”

“A Guerra Fria para nós nunca terminou”, a idosa acrescentou. “Ainda estamos vivendo com seus efeitos.”

‘Nós compartilhamos as mesmas histórias’

A era nuclear começou há 80 anos quando os EUA lançaram duas bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki próximo ao fim da Segunda Guerra Mundial.


Ataque com bomba nuclear realizado pelos EUA no Japão no final da Segunda Guerra Mundial • REUTERS / FRANKLIN D. ROOSEVELT PRESIDENTIAL LIBRARY / HIROSHIMA PEACE MEMORIAL MUSEUM HANDOUT / HIROSHIMA CITY HANDOUT / RUSSIAN DEFENCE MINISTRY / OSTOK NEWS AGENCY

As bombas mataram cerca de 110.000 pessoas instantaneamente e ajudaram a desencadear a corrida armamentista da Guerra Fria, na qual os EUA e a União Soviética, bem como Reino Unido, França e China, correram para desenvolver armas nucleares cada vez mais poderosas.

Eles realizaram mais de 2.000 testes entre 1945 e 1996, cada um estabelecendo seu próprio poder de dissuasão nuclear que, dependendo do seu ponto de vista, sustenta ou prejudica a segurança mundial até hoje.

E como no Japão, onde milhares de pessoas morreram de ferimentos e doenças relacionadas à radiação após 1945, esses testes nucleares prejudicaram as vidas, a saúde e a terra das pessoas que viviam nas proximidades.

Posteriormente, Índia, Paquistão e Coreia do Norte também realizaram seus próprios testes, antes que uma série de tratados internacionais praticamente interrompesse a prática. Apenas a Coreia do Norte testou armas nucleares no século XXI – mais recentemente em 2017 – e nenhum teste atmosférico ocorreu desde 1980.

Ainda assim, “não é um problema do passado”, disse Togzhan Kassenova, pesquisadora não residente da Carnegie Endowment for International Peace, uma organização que estuda política nuclear.

Embora essas armas nucleares tenham sido detonadas há décadas, “muitas pessoas ainda estão pagando o preço”, acrescentou ela à CNN.

‘Nós compartilhamos as mesmas histórias’

As primeiras potências nucleares testaram suas bombas em lugares que consideravam remotos e pouco povoados, frequentemente em territórios que haviam colonizado, longe de seus principais centros populacionais.

“Suas prioridades eram tais que acreditavam que os testes eram absolutamente necessários por razões de segurança nacional”, isse Alex Wellerstein, professor associado do Instituto de Tecnologia Stevens em Nova Jersey, à CNN.

“E se você toma isso como uma verdade absoluta e todo o resto é um tipo de “quem sabe, não sabemos, provavelmente vai ficar tudo bem”, é muito fácil chegar a uma situação onde sua resposta padrão é fazê-lo”, acrescentou o professor.

Os EUA conduziram seus testes nucleares principalmente em Nevada e nas Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico central; a União Soviética no Cazaquistão e no arquipélago do Oceano Ártico de Novaya Zemlya; o Reino Unido na Austrália e no atol de Kiritimati, anteriormente conhecido como Ilha Christmas; a França na Argélia e na Polinésia Francesa; e a China em Lop Nur, um local remoto no deserto na província ocidental de Xinjiang.

A União Soviética testou mais de 450 bombas em seu local de testes de Semipalatinsk no Cazaquistão de 1949 a 1989, em cidades ultrassecretas, construídas para testes nucleares.

Os moradores das proximidades “não sabiam realmente toda a extensão disso”, disse Aigerim Seitenova, especialista em justiça nuclear e igualdade de gênero que cofundou a Coalizão Qazaq Nuclear Frontline.

“Muitos dos meus parentes faleceram muito cedo quando eu era criança e eu não entendia por que eles estavam morrendo aos 40 e 50 anos”, disse a especialista, acrescentando que ela e muitos membros de sua família sofrem de problemas crônicos de saúde. “Na época, eu achava que eles eram velhos.”

Anos de sigilo em torno do local de testes deram lugar a anos de tabu, disse Seitenova, acrescentando que fazer um documentário sobre o impacto intergeracional do legado nuclear do Cazaquistão nas mulheres foi um “processo de cura” para ela, enquanto buscava restaurar a autonomia delas.

E Seitenova acrescenta que quando o filme foi traduzido para o japonês e exibido em Hiroshima, ficou claro para ela que as “experiências do povo cazaque não são únicas.”

“Compartilhamos as mesmas histórias da Polinésia Francesa do Pacífico, das Ilhas Marshall, da Austrália”, disse a pesquisadora.

“Nós somos os principais especialistas no impacto humanitário das armas nucleares”, acrescentou, lamentando que, enquanto cientistas do ocidente se consideram especialistas, “aqueles que realmente viveram as experiências nem sempre são levados a sério.”

Compreender o impacto total dos testes nucleares é difícil – é algo tanto contestado quanto difícil de quantificar, dada a dificuldade em atribuir problemas de saúde a uma única causa e em avaliar as consequências sociais mais amplas para as comunidades.

Vários estudos tentaram medir esses efeitos, frequentemente produzindo resultados com grandes incertezas.

Um estudo realizado pelo Instituto Nacional do Câncer Americano (NCI) em 1997 estimou que os testes de armas nucleares realizados acima do solo em Nevada entre 1951 e 1962 teriam produzido entre 11.300 e 212.000 casos excedentes de câncer de tireoide ao longo da vida.

Uma revisão subsequente dessas mesmas descobertas concluiu que o número de casos excedentes provavelmente estava no limite inferior da faixa.

Estudos realizados na região ao redor do local de testes de Semipalatinsk descobriram que as taxas de mortalidade por câncer e as taxas de mortalidade infantil durante o período mais intensivo de testes nucleares, de 1949 a 1962, eram mais altas do que em outras partes do Cazaquistão.

Kassenova disse que quando retorna à região, encontra crianças que são descendentes de quarta ou quinta geração das pessoas que viveram naquele período e têm problemas de saúde que atribuem à contaminação nuclear.

Outro estudo do NCI realizado nas Ilhas Marshall projetou que entre 0,4% e 3,4% dos cânceres ao longo da vida entre os marshalleses que viveram lá entre 1948 e 1970 podem ter sido causados por exposição à radiação.

Esse número sobe para entre 28% e 69% para as 82 pessoas que viviam nos atóis de Rongelap e Ailinginae, sobre as quais a precipitação radioativa caiu como neve após um teste de 1954 com o codinome Castle Bravo.

O equivalente a 7.232 bombas de Hiroshima

Além de impactar a saúde das pessoas, esses testes tiveram consequências ambientais significativas. Entre 1946 e 1958, os EUA realizaram 67 testes nucleares conhecidos nas Ilhas Marshall, que tiveram um rendimento explosivo total equivalente a 7.232 bombas de Hiroshima.


Hiroshima após o ataque da bomba atômica em 1945. • Prisma by Dukas/Getty Images

Os EUA realocaram os marshalleses que viviam nas olhas oceânicas ou perto delas que estavam sendo usados como locais de teste, e alguns ainda não retornaram à sua terra natal, apesar das tentativas nas décadas de 1970 e 1980.

Milhares de marshalleses vivem agora em Springdale, no Arkansas, onde preservam a cultura de seu povo, e também em comunidades menores em Oklahoma, Kansas e Missouri.

Cinco ilhas foram parcial ou completamente destruídas, e partes das Ilhas Marshall “ainda estão contaminadas” quase 70 anos depois, disse Ivana Nikolić Hughes, que faz parte de uma equipe de pesquisa da Universidade Columbia que tem investigado os níveis de radiação lá.

Alguns isótopos radioativos se concentram em fontes de alimentos, Hughes explicou à CNN, citando o processo de “bioacumulação.”

“Encontramos valores muito altos de um isótopo chamado Césio-137 nos alimentos, e esse isótopo é quimicamente semelhante ao potássio”, disse ela. “Como as plantas continuam absorvendo nutrientes do solo, elas vão bioacumular.”

Os caranguejos-do-coqueiro que vivem nas ilhas “comem muitos cocos, então a equipe literalmente conseguia apontar um detector de radiação para um caranguejo-do-coqueiro, e ele apresentava leituras altas”, disse ela.

“O solo tem certa quantidade, os cocos concentram ainda mais, e então o caranguejo-do-coqueiro concentra ainda mais”. Isso aconteceria se houvesse humanos naquela ilha, consumindo alimentos cultivados localmente de forma regular”, acrescentou a pesquisadora.

Os EUA limparam algumas partes das Ilhas Marshall, e onde isso foi feito, Hughes disse que os pesquisadores “não encontraram evidências de contaminação atualmente”.

Mas na construção da infraestrutura necessária para os testes nucleares e nos esforços subsequentes de limpeza, os EUA removeram a vegetação com bulldozers, alterando os ecossistemas locais.

Grande parte dos resíduos foi despejada na ilha de Enewetak em uma cratera sem revestimento coberta com uma tampa de concreto, hoje conhecida como Domo Runit; a Comissão Nacional Nuclear das Ilhas Marshall e as Nações Unidas expressaram preocupações sobre sua segurança.

O Departamento de Energia dos EUA afirmou em um relatório de agosto de 2024 que os programas de monitoramento contínuo mostram que “não há potencial para aumento dos riscos à saúde dos residentes de Enewetak devido às condições atuais ou futuras, considerando os impactos das mudanças climáticas, incluindo uma falha hipotética do Domo Runit”.

O Departamento de Energia ainda não respondeu ao pedido de comentário da CNN.

Um acerto de contas contínuo

À medida que os efeitos a longo prazo dos testes nucleares têm sido cada vez mais reconhecidos, alguns “downwinders” (pessoas afetadas pela radiação) têm recebido compensações, cujo valor varia de local para local.

As Ilhas Marshall receberam pagamentos de compensação dos EUA, mas afirmam que estes são insignificantes em comparação com a verdadeira dimensão dos danos.

As autoridades do Cazaquistão incluíram 1,2 milhão de pessoas em seu esquema de compensação, segundo o Instituto Norueguês de Assuntos Internacionais, garantindo-lhes certos benefícios de saúde e financeiros.

Nos EUA, mais de 27.000 “downwinders”, receberam mais de US$ 1,3 bilhão em pagamentos da Lei de Compensação por Exposição à Radiação (RECA).

Essa lei foi estabelecida em 1990 e prorrogada no mês passado, embora a ativista Mary Dickson tenha afirmado que reunir os registros de 50 anos necessários para apresentar uma reivindicação é difícil.

Desde que os EUA expandiram seu programa de compensação para “downwinders” em julho, ela e sua irmã mais nova se tornariam elegíveis para compensação do governo.

França e Reino Unido, por sua vez, há muito tempo minimizam o impacto de seus programas de testes nucleares.

Apenas em 2010 a França reconheceu uma conexão entre seus testes e os problemas de saúde dos argelinos e polinésios franceses expostos à radiação, e só em 2021 cerca de metade desses requerentes recebeu compensação.

Em 2021, o presidente francês Emmanuel Macron evitou pedir desculpas aos polinésios franceses pelo impacto dos testes nucleares, embora tenha admitido que os testes “não foram limpos” e afirmado que a França tem uma “dívida” com o território insular.

Enquanto o Reino Unido orienta os veteranos de testes nucleares a solicitarem compensação através de um esquema geral de pensões de guerra, instituições de caridade para veteranos ainda pedem que ex-militares, seus filhos e netos recebam compensação específica.

Eles afirmam ter sofrido problemas de saúde como resultado de sua participação nas operações britânicas de testes nucleares.

Um porta-voz do Ministério da Defesa disse à CNN que o departamento está “comprometido em trabalhar com veteranos de testes nucleares e ouvir suas preocupações”, e que o trabalho “investigando questões não resolvidas relacionadas a registros médicos” está em andamento.

Oitenta anos após o uso devastador de armas nucleares no Japão, e décadas após o período mais intenso de testes superficiais, o acerto de contas nuclear mundial está longe de terminar.

Empreendedora reconstrói empresa de gastronomia e prevê expansão

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Empreendedora reconstrói empresa de gastronomia e prevê expansão

A história de Renata Severo comprova que trajetórias empreendedoras passam constantemente pela necessidade de reinvenção.

Fundadora da Tapenade Gastronomia, empresa de buffet localizada em Porto Alegre, Renata tem acumulado experiência em reformular seu negócio, especialmente impactado pela pandemia e, mais recentemente, pelas enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul.

A história do negócio

A Tapenade foi criada em 2015, fruto da paixão por gastronomia e experiência prévia de Renata com o setor de eventos, no qual aprendeu sobre atendimento, organização e operação de serviços de buffet.

Segundo Renata, o objetivo do negócio, desde o princípio, era a busca por diferenciação.

“Todos os serviços ofereciam o mesmo tipo de buffet e com o mesmo tipo de apresentação. Percebi que as pessoas buscavam algo diferente, mas não encontravam. Eu, que sempre fui criativa, me incomodava com aquele cenário”, conta.

Por isso, a empreendedora focou na apresentação dos pratos e na diferenciação gastronômica em eventos sociais e corporativos, fazendo dos alimentos ali servidos também um artefato decorativo.

“Queríamos ir além do mesmo buffet tradicional de sempre, com empratados. A experiência que a Tapenade propunha era a de fazer dos pratos um elemento visual para que o cliente fosse impactado duas vezes: uma ao chegar ao local, e a outra ao degustar”, diz.

Depois da pandemia, um recomeço

Em uma crescente constante desde a fundação, a Tapenade somava novos clientes e projetos a cada mês por, pelo menos, cinco anos — quando de repente a pandemia trouxe um baque à operação, em função da restrição para realização de eventos.

A solução encontrada pela empresária foi criar uma nova vertical para a empresa, chamada de “Tapenade em casa”, voltada a celebrações sociais e eventos corporativos de pequeno porte.

O cenário também levou Renata a se debruçar sobre novas tendências que surgiam, como a dos eventos intimistas, para manter-se relevante.

“Esse foi um momento de virada de chave. Vimos que a pandemia mudou a forma como as empresas se organizam, mas também como celebram”, diz.

Mesmo com as adaptações e a retomada gradual das atividades presenciais, o arrefecimento da pandemia ainda trouxe alguns desafios ao negócio, como a alta da inflação e a concorrência em alta, explica Renata.

“As pessoas passaram a aderir ao setor de gastronomia como uma fonte de renda secundária ou primária, o que tornou o mercado ainda mais disputado, além dos insumos mais caros”, afirma.

Em 2024, a Tapenade passou por uma nova reviravolta. Com as enchentes que atingiram diversos municípios do RS, a empresa se viu diante de um prejuízo superior a R$ 80 mil, já que boa parte do maquinário industrial foi destruído na sede —  invadida pelas águas.

“Foram mais de 20 dias sem sequer conseguir acessar o local, por conta da altura da água. Diferente da pandemia, em que pudemos prestar serviços menores como forma de rentabilizar, durante as enchentes ficamos totalmente parados. O prejuízo foi enorme”, lembra a empreendedora.

De acordo com Renata, o negócio ainda está se adaptando após as enchentes, uma recuperação feita a passos cautelosos e a longo prazo. “Ainda sentimos os efeitos das enchentes, já que Porto Alegre tem 95% do nosso mercado”, diz. Atualmente, a Tapenade também atende no restante do estado e em Santa Catarina.

Além disso, com boa parte da cidade ainda em recuperação, era comum que clientes potenciais evitassem investir em eventos, já que o impacto econômico foi intenso, e as celebrações ficaram em segundo plano.

“Eventos corporativos ou sociais não eram mais prioridade. Estava todo mundo preocupado em se reerguer. Sentimos isso até hoje, um ano depois. Há uma nova forma de pensar, de agir, de investir, de celebrar, de definir prioridades”, conta.

Apoio financeiro para retomada

Para restabelecer as operações, a Tapenade recorreu a uma linha de crédito de R$ 200 mil recebida pelo Estímulo, fundo de apoio e capacitação a pequenos empreendedores.

O recurso será destinado à recomposição do capital de giro e à melhoria da infraestrutura da empresa, que em breve também será transformada em um espaço para eventos próprios.

Ao partilhar sua experiência, Renata é enfática: não há receita que sirva para todo e qualquer empreendedor. O destino adequado para a aplicação de um crédito emergencial pode variar de acordo com a realidade de cada negócio, e suas respectivas necessidades.

Mas, segundo ela, há uma visão geral sobre o imediatismo e também a busca por mais cautela.

“Após as enchentes, a gente percebeu que as pessoas já vinham de uma forma consciente nesse momento de mais cautela, mais medo. Esse comportamento imediato também pode ser visto no mundo dos negócios, com PMEs recorrendo ao crédito para ações no curto prazo, como a reconstrução do capital de giro.”

Para o futuro, Renata busca unir o uso inteligente do crédito a um perfil já calejado de liderança resiliente para crescer de forma sustentável.

“O que vemos é que, para empreendedores, principalmente os micro, resiliência não é uma opção. É questão de sobrevivência”, diz.

O planejamento estratégico para o futuro da empresa também será mais cauteloso e calculado, defende.

“Esse é também um aprendizado que tivemos, e que é válido para todo empreendedor: faça tudo de uma forma mais calculada e pensada, para justamente tentar evitar que algo possa acontecer e abalar as finanças. Não temos previsibilidade de desastres naturais, mas ter tudo calculado previamente ajuda no caso de imprevistos”, conclui.

Texto de Maria Clara Dias

Serasa: Mulheres passam a empreender mais em busca de flexibilidade