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Câmara aprova projeto que torna crime fotografar partes íntimas de alguém sem consentimento

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Câmara aprova projeto que torna crime fotografar partes íntimas de alguém sem consentimento

A Câmara aprovou, nesta segunda-feira (4), o projeto de lei que torna crime o ato de fotografar ou filmar relações sexuais ou cenas sensuais sem consentimento prévio da pessoa em locais públicos ou privados.

Agora, o texto segue para análise do Senado. Se aprovada, a medida será válida mesmo nos casos em que as vítimas estejam com roupas que não possibilitem a exposição explícita do corpo.

A proposta acrescenta esse dispositivo ao Código Penal. Atualmente, a lei já prevê o crime de registro não autorizado da intimidade sexual. A pena é de detenção de seis meses a um ano, além de multa.

O texto, que altera a chamada Lei Carolina Dieckmann, é de autoria do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e teve relatoria da deputada Silvye Alves (União-GO).

“Essa nova previsão é importante porque, muitas vezes, as vítimas são expostas em situações em que não esperavam ser filmadas ou fotografadas”, disse a relatora no parecer aprovado.

 

Irajá: Projetos das emendas parlamentares colocam Legislativo e Judiciário em queda de braço | Arena

 

Montagens

A proposta também torna crime a realização de montagens em fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual.

Além disso, o projeto prevê que aparelhos celulares deverão contar com um dispositivo de permita o acionamento de emergência do número telefônico para denúncias de violência contra a mulher, o 180.

Sem som

Inicialmente, o texto propunha que equipamentos de fotografia e filmagem deveriam apresentar um som característico no momento de registrar imagens. O objetivo era coibir o ato de tirar fotos íntimas sem consentimento.

No entanto, o relator do projeto na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS), Vitor Lippi (PSDB-SP), retirou o trecho da proposta. O deputado alegou que, em muitos casos, imagens e vídeos captados por vítimas em momentos de assédio são utilizados para identificação do criminoso.

“A ausência de barulho no obturador de imagem do aparelho é fundamental para que a vítima consiga registrar o criminoso em seu ato de violência”, alegou o deputado. A relatora de plenário, Silvye Alves, manteve a versão.

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Este conteúdo foi originalmente publicado em Câmara aprova projeto que torna crime fotografar partes íntimas de alguém sem consentimento no site CNN Brasil.

Fonte: CNN

Devo andar descalço dentro de casa? Especialistas tiram a dúvida

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Devo andar descalço dentro de casa? Especialistas tiram a dúvida

Você costuma andar descalço dentro de casa? Em diversos países, é comum retirar os sapatos ao entrar, optando por andar com os pés diretamente no chão ou apenas de meias.

Para o ortopedista Alexandre Leme Godoy dos Santos, membro da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (SBTO), a prática pode proporcionar estímulos sensoriais como a sensação de relaxamento e descanso, além de fortalecer a musculatura intrínseca dos pés e melhorar o equilíbrio. “Esses estímulos ajudam na saúde geral dos pés, desde que praticados de forma moderada”, destaca.

Por outro lado, ele ressalta que passar muitas horas ou dias seguidos descalço pode causar dores devido a pontos de sobrecarga na planta dos pés e aumentar o risco de traumas, como esbarrar ou pisar em objetos.

Já o médico ortopedista Rogério Bitar, que atua em São Paulo e também é membro da SBTO, enfatiza que, embora andar descalço possa ser uma questão pessoal e ligada a hábitos, os riscos muitas vezes superam os benefícios.

“As chances, principalmente de traumas, são significativas, e não é incomum ocorrerem fraturas nos dedos ou entorses do tornozelo e do pé”, comenta. Rogério ressalta que, em casas com crianças, o perigo pode ser ainda maior, já que elas estão mais propensas a se machucar durante brincadeiras.

Enquanto o calçado proporciona uma camada extra de proteção, é preciso avaliar o equilíbrio entre conforto e segurança. “Lidar contra um hábito é sempre mais difícil, mas é importante saber que existem riscos”, diz o médico.

Andar descalço pode ajudar a fortalecer os músculos dos pés e melhorar o equilíbrio?

O ortopedista Rogério destaca que o pé é composto por ossos, tendões, ligamentos e músculos, e o uso diário de calçados pode fazer com que essa musculatura fique atrofiada ou subutilizada, resultando em problemas como fascite plantar e metatarsalgia, caracterizada por dor na parte anterior do pé.

Atualmente, segundo ele, os especialistas têm dado uma atenção especial a essa musculatura, promovendo o reequilíbrio e recuperação com exercícios em colaboração com fisioterapeutas. Assim, andar descalço, de forma consciente e adequada, pode ser parte de uma estratégia para manter a saúde dos pés.

Quem deve evitar andar descalço?

Alexandre ressalta que pacientes com neuropatias periféricas, que comprometem a sensibilidade protetora e a harmonia muscular dos pés, devem ter cuidado ao andar descalço.

“Eles têm maior probabilidade de desenvolver lesões superficiais e profundas nos pés. Por isso, é recomendado o uso constante de calçados protetores”, alerta o especialista. Pessoas com deformidades graves também precisam tomar precauções, já que o risco de lesões é elevado.

Rogério complementa que pacientes com diabetes e neuropatia diabética instalada, que já apresentam perda da sensibilidade plantar, também devem evitar andar descalços.

“Para esses pacientes, é proibido andar descalço, pois a falta de sensibilidade impede a percepção de pequenas lesões, que podem evoluir para úlceras e infecções de difícil tratamento. Já vi casos graves em que a temperatura alta do solo causou queimaduras e bolhas que passaram despercebidas”, relata o médico.

Além disso, os idosos também devem considerar o uso de calçados. “Eles não têm muitos benefícios em andar descalços. Recomendamos sapatos confortáveis e com solado antiderrapante para evitar quedas e traumas”, ensina.

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Fonte: Metrópoles

Mulher engravida durante tratamento do câncer de mama: “Me deu forças”

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Mulher engravida durante tratamento do câncer de mama: “Me deu forças”

Em 2015, a faxineira Cláudia Espíndola, 44, recebeu dois diagnósticos simultâneos, mas que trouxeram emoções completamente opostas. Por um lado, ela descobriu que estava com câncer de mama em estágio 4, o mais agressivo, e passou a conviver constantemente com o medo de morrer. Porém, durante o tratamento, Cláudia ficou grávida de seu segundo filho e, com a gestação, veio uma urgência cada vez maior de viver.

O caso dela, assim como o da influenciadora Isabel Veloso, 18, representa a rara dicotomia de viver a gestação durante o tratamento do câncer. A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) estimou em 2023 que uma a cada 3 mil mulheres grávidas no Brasil lidaram com tumores na mama durante a gravidez — este é o tipo de neoplasia mais comum entre as gestantes.

No caso de Cláudia, viver na corda bamba de diagnósticos gerou uma angústia difícil de equilibrar. “Acabei desenvolvendo síndrome do pânico, não conseguia dormir de jeito nenhum. Andava pela casa, ficava agoniada e tinha medo de ficar sozinha”, lembra.

Apesar de tudo, ela afirma que a gestação foi uma fonte de energias para continuar o tratamento. “Ficar grávida me deu forças para seguir. Pensava muito no meu filho. Tinha medo, claro, mas pedia a Deus para ser forte para que ele viesse ao mundo bem. E veio”, conta.

O câncer de mama junto com a gestação

Cláudia descobriu o câncer de mama em 2015 após sentir um nódulo palpável em seu seio esquerdo. Então com 35 anos, ela foi informada que o tumor estava em estágio avançado e demandaria um tratamento em três partes: uma cirurgia para a retirada do nódulo, sessões de quimioterapia e depois de radioterapia para matar células cancerígenas que já tinham se espalhado pelo corpo.

A cirurgia foi marcada às pressas e um quarto da mama foi retirada na operação. Na época da cirurgia, Cláudia já estava grávida, mas ninguém, nem ela, sabia.

“Durante o pós operatório, comecei a sentir dores nos seios. Foi um sinal de alerta para mim e voltei correndo na minha médica. Ela fez novos exames e viu que tinha dado tudo certo na cirurgia e me perguntou: ‘Será que você não está grávida?’ Fizemos o teste e veio a notícia que o Vyctor estava na minha barriga. Já foi um baque saber que estava com câncer, imagina descobrir que estava grávida junto”, recorda.

A surpresa veio acompanhada de muitas angústias. O bebê precisava ter no mínimo 15 semanas para que Cláudia pudesse começar as sessões de quimioterapia. O exame indicou que ele tinha exatamente 14 semanas e 6 dias, o que permitiria que o tratamento seguisse como planejado.

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O pequeno Vyctor Manual nasceu um mês depois do fim do tratamento quimioterápico

Cláudia já está em remissão há sete anos e meio
"Vyctor Manuel é uma criança esperta, linda, ágil, é um presente de Deus", diz ela
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Cláudia teve câncer de mama aos 35 anos e descobriu que estava grávida de 3 meses após a mastectomia

Acervo pessoal

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O pequeno Vyctor Manual nasceu um mês depois do fim do tratamento quimioterápico

Acervo pessoal

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Cláudia já está em remissão há sete anos e meio

Acervo pessoal

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“Vyctor Manuel é uma criança esperta, linda, ágil, é um presente de Deus”, diz ela

Acervo pessoal

Como funciona o tratamento para o câncer na gestação?

O tratamento do câncer de mama durante a gestação exige uma série de restrições. Para proteger a saúde e o desenvolvimento do feto, a radioterapia não pode ser usada em gestantes, assim como os remédios de terapia hormonal, que costumam ser um braço do tratamento contra tumores na mama. Os medicamentos imunoterápicos e outras terapias alvo, muito usados contra tumores mais agressivos, também não podem ser administrados durante a gravidez.

Mas isso não quer dizer que o tratamento deve ser totalmente interrompido durante a gestação. “A quimioterapia é evitada no primeiro trimestre, mas alguns medicamentos podem ser usados com segurança do segundo trimestre em diante. O ideal é ter acompanhamento obstétrico durante todo o tratamento: se a quimioterapia é realizada, há risco da diminuição do líquido amniótico, baixo peso do feto e antecipação do trabalho de parto. Geralmente, se evita a dose de quimioterapia muito próxima ao parto, pelo risco da baixa dos glóbulos brancos.”, explica o oncologista Ricardo Caponero, do comitê científico da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama).

A volta por cima

Embora a gestação e as medicações para o câncer tenham o enjoo e a indisposição como um fator em comum, Cláudia garante que não sentiu muito mal-estar durante a gravidez. “Graças a Deus, não tive muito enjoo, só nas primeiras sessões. O que mais de dificultou foi a síndrome do pânico, passei a gestação toda com medo. Nem sei como seria se não tivesse meu filho mais velho, que tinha 14 anos na época, e minha família me apoiando integralmente nesse período”, lembra.

A oncologista Ana Carolina Salles, da Oncologia D’Or, explica que a rede de apoio para mulheres que tiveram câncer durante a gestação é fundamental para as pacientes. “A mulher que passa por um câncer na gestação precisa de cuidado psicológico e receber as informações precisas, passadas de uma forma humanizada, para o melhor enfrentamento da doença”, explica.

A gestação de Cláudia foi acompanhada por exames mensais. Um mês antes do parto, as sessões de quimioterapia acabaram. Embora houvesse a indicação de cesárea pelo risco de complicações, o parto foi normal e sem problemas, meia hora depois que ela chegou ao hospital.

Assim que o bebê nasceu, Cláudia entrou na fila para fazer as sessões de radioterapia. “Eu sabia que não teria como amamentar, mas saber que meu leite não faria bem a ele foi muito ruim. Queria muito amamentar, a minha experiência anterior, com o Antonio, tinha sido muito boa. Mas, foi o necessário para terminar meu tratamento”, lembra.

Mesmo com tanta emoção, o tratamento de Cláudia foi considerado um sucesso e ela não voltou a ter nódulos. Os médicos consideram que ela está em remissão há mais de sete anos. “Finalmente, estamos bem. Está tudo bem”, diz.

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Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados cedo, apresentam bom prognóstico

Não há uma causa específica para a doença. Contudo, fatores ambientais, genéticos, hormonais e comportamentais podem aumentar o risco de desenvolvimento da enfermidade. Além disso, o risco aumenta com a idade, sendo comum em pessoas com mais de 50 anos
Apesar de haver chances reais de cura se diagnosticado precocemente, o câncer de mama é desafiador. Muitas vezes, leva a força, os cabelos, os seios, a autoestima e, em alguns casos, a vida. Segundo o Inca, a enfermidade é responsável pelo maior número de óbitos por câncer na população feminina brasileira
Os principais sinais da doença são o aparecimento de caroços ou nódulos endurecidos e geralmente indolores. Além desses, alteração na característica da pele ou do bico dos seios, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, nódulos no pescoço ou na região das axilas e pele da mama vermelha ou parecida com casca de laranja são outros sintomas
O famoso autoexame é extremamente importante na identificação precoce da doença. No entanto, para fazê-lo corretamente é importante realizar a avaliação em três momentos diferentes: em frente ao espelho, em pé e deitada
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Câncer de mama é uma doença caracterizada pela multiplicação desordenada de células da mama causando tumor. Apesar de acometer, principalmente, mulheres, a enfermidade também pode ser diagnosticada em homens

Sakan Piriyapongsak / EyeEm/ Getty Images

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Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados cedo, apresentam bom prognóstico

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Não há uma causa específica para a doença. Contudo, fatores ambientais, genéticos, hormonais e comportamentais podem aumentar o risco de desenvolvimento da enfermidade. Além disso, o risco aumenta com a idade, sendo comum em pessoas com mais de 50 anos

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Apesar de haver chances reais de cura se diagnosticado precocemente, o câncer de mama é desafiador. Muitas vezes, leva a força, os cabelos, os seios, a autoestima e, em alguns casos, a vida. Segundo o Inca, a enfermidade é responsável pelo maior número de óbitos por câncer na população feminina brasileira

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Os principais sinais da doença são o aparecimento de caroços ou nódulos endurecidos e geralmente indolores. Além desses, alteração na característica da pele ou do bico dos seios, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, nódulos no pescoço ou na região das axilas e pele da mama vermelha ou parecida com casca de laranja são outros sintomas

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O famoso autoexame é extremamente importante na identificação precoce da doença. No entanto, para fazê-lo corretamente é importante realizar a avaliação em três momentos diferentes: em frente ao espelho, em pé e deitada

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Faça o autoexame. Em frente ao espelho, tire toda a roupa e observe os seios com os braços caídos. Em seguida, levante os braços e verifique as mamas. Por fim, coloque as mãos apoiadas na bacia, fazendo pressão para observar se existe alguma alteração na superfície dos seios

Metrópoles

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A palpação de pé deve ser feita durante o banho com o corpo molhado e as mãos ensaboadas. Para isso, levante o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça. Em seguida, apalpe cuidadosamente a mama esquerda com a mão direita. Repita os passos no seio direito

Metrópoles

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A palpação deve ser feita com os dedos da mão juntos e esticados, em movimentos circulares em toda a mama e de cima para baixo. Depois da palpação, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de qualquer líquido

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Por fim, deitada, coloque a mão esquerda na nuca. Em seguida, com a mão direita, apalpe o seio esquerdo verificando toda a região. Esses passos devem ser repetidos no seio direito para terminar a avaliação das duas mamas

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Mulheres após os 20 anos que tenham casos de câncer na família ou com mais de 40 anos sem casos de câncer na família devem realizar o autoexame da mama para prevenir e diagnosticar precocemente a doença

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O autoexame também pode ser feito por homens, que apesar da atipicidade, podem sofrer com esse tipo de câncer, apresentando sintomas semelhantes

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De acordo com especialistas, diante da suspeita da doença, é importante procurar um médico para dar início a exames oficiais, como a mamografia e análises laboratoriais, capazes de apontar a presença da enfermidade

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É importante saber que a presença de pequenos nódulos na mama não indica, necessariamente, que um câncer está se desenvolvendo. No entanto, se esse nódulo for aumentando ao longo do tempo ou se causar outros sintomas, pode indicar malignidade e, por isso, deve ser investigado por um médico

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O tratamento do câncer de mama dependerá da extensão da doença e das características do tumor. Contudo, pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica

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Os resultados, porém, são melhores quando a doença é diagnosticada no início. No caso de ter se espalhado para outros órgãos (metástases), o tratamento buscará prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida do paciente

Burak Karademir/ Getty Images

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Fonte: Metrópoles

Além de Victoria de Paula: quem são os outros 7 filhos de Chico Anysio

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Além de Victoria de Paula: quem são os outros 7 filhos de Chico Anysio

A família de Chico Anysio, que morreu em março de 2012 por falência múltipla dos órgãos, voltou a ser assunto nesta segunda-feira (4/11). Isso porque a única filha do humorista, Victoria de Paula, casou-se no último sábado (2/11).

Além de Victoria, Anysio teve outros sete filhos, frutos de seis casamentos e de uma adoção: Lug de Paula, Nizo Neto, Rico Rondelli, Cícero Chaves, Bruno Mazzeo, Rodrigo e André Lucas. Saiba mais sobre cada um deles:

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Filho de Chico Anysio, Nizo Neto pede emprego nas redes sociais

Lug de Paula, que interpretou o Seu Boneco na Escolinha do Professor Raimundo
A segunda temporada estreia nesta sexta-feira (25/9)
Cícero Chaves tinha apenas 39 anos quando morreu
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Chico Anysio com os filhos

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Filho de Chico Anysio, Nizo Neto pede emprego nas redes sociais

INstagram/Reprodução

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Lug de Paula, que interpretou o Seu Boneco na Escolinha do Professor Raimundo

Reprodução/ Globo

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A segunda temporada estreia nesta sexta-feira (25/9)

TV Globo/ Reprodução

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Cícero Chaves tinha apenas 39 anos quando morreu

Foto: Reprodução/Facebook

Lug de Paula

Hoje com 67 anos, o ator é fruto do relacionamento entre o humorista e Nancy Wanderley. Ele ficou conhecido por interpretar o personagem Seu Boneco, na Escolinha do Professor Raimundo, e foi casado com a atriz Heloísa Perissé, entre 1991 e 2001, com quem teve uma filha, Luísa de Paula.

Nizo Neto 

Ator, dublador, comediante, locutor e mestre de cerimônias, ele nasceu do relacionamento entre Chico Anysio e a vedete Rose Rondelli. Casado com Tatiana Presser, ele é pai de Rian Britto e está com 60 anos.

Rico Rondelli

Também filho de Rose, ele é diretor de imagem e passou 24 anos trabalhando da TV Globo. Hoje é CEO da Carcará Produções e Eventos. Discreto nas redes sociais, ele não costuma compartilhar informações sobre a família publicamente.

Bruno Mazzeo 

Outro nome conhecido do público, o ator é fruto da relação do humorista com Alcione Mazzeo. Casado com Joana Jabace, ele também viveu um relacionamento com Renata Castro Barbosa e hoje é pai de João e dos gêmeos José e Francisco.

Rodrigo Anysio

Filho da ex-ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello, ele é irmão de Victoria e vivia com a mãe nos Estados Unidos até as últimas notícias.

Victoria Anysio

Psicoterapeuta, ela está com 30 anos e também é filha de Zélia. Ela é casada com Lana Cohen, com quem vive em Nova Iorque.

André Lucas

Quem também faz parte da família é André Lucas, de 64 anos. Ele foi adotado pelo humorista e seguiu a carreira dele, tendo dado vida ao Seu Aranha na Escolinha do Professor Raimundo e trabalhando com stand up comedy.

Cícero Chaves

Filho da ex-Frenética Regina Chaves, ele morreu em julho de 2021, quando estava com apenas 39 anos. Ele era produtor fonográfico e DJ.



Fonte: Metrópoles

Horóscopo 2024: confira a previsão de hoje (05/11) para seu signo

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Horóscopo 2024: confira a previsão de hoje (05/11) para seu signo



Fonte: Metrópoles

Tatá Werneck fala pela 1º vez sobre abuso que sofreu: “Qualquer coisa para sobreviver”

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Tatá Werneck fala pela 1º vez sobre abuso que sofreu: “Qualquer coisa para sobreviver”

No programa Lady Night, exibido nesta segunda-feira (4/11), Tatá Werneck se emocionou ao recordar experiência de assédio enquanto comentava a peça de teatro estrelada por Débora Falabella, que trata sobre o tema de violência sexual. A apresentadora resolveu compartilhar, pela primeira vez, parte do que sofreu.

 

“Estou emocionada porque fui assistir a essa peça com meus pais. Nunca falei disso porque tenho medo de falar sobre isso”, confessou a apresentadora. “Eles lembraram quando eu passei por uma situação super séria, e as perguntas que me faziam sempre diminuíam ou descredibilizavam o que eu dizia. Desculpa, gente, perdi o controle aqui”, contou com a voz embargada.

Veja as fotos

Tatá Werneck e Debora Falabella / Reprodução
Tatá Werneck e Debora Falabella / Reprodução
Débora Falabella dança Chiquititas no palco do Lady Night (Reprodução: Multishow / SBT)
Débora Falabella dança Chiquititas no palco do Lady Night (Reprodução: Multishow / SBT)
Reprodução: Instagram/Débora Falabella
Débora Falabella em nova peça teatralReprodução: Instagram/Débora Falabella

“Descredibilizavam como se eu não estivesse falando a verdade”, continuou. “Perguntavam: ‘Como ele era? Ele estava vestindo o quê? Mas você estava assim? Por que você não gritou? Por que não chamou a polícia?’ Porque eu estava com medo. Eu estava desesperada.”, concluiu Tatá.

 

A convidada do episódio, Débora Falabella, concordou com a ex-colega de elenco. “Claro, e a gente talvez nem se lembre de tudo porque está passando por um trauma”, disse a atriz. “Eu lembro que só pensava: ‘Eu preciso sobreviver. Qualquer coisa que eu pudesse fazer para sobreviver, eu faria’”, relembrou Werneck.

 

Tatá explicou que o caso ocorreu há alguns anos, mas que ainda sente receio de falar sobre o assunto. Aproveitou para fazer um apelo a todos, incluindo os homens, para que assistam à peça “Prima Facie”.



Fonte: Portal LEODIAS

Público reclama por mudanças nas novelas do SBT e da Record

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Público reclama por mudanças nas novelas do SBT e da Record

SBT e Record estão diante de problemas bem parecidos e convivendo com incertezas também em comum a respeito das suas novelas.

Soluções, evidentemente, devem ser buscadas, mas em ambos os casos, existe a necessidade de análises das mais cuidadosas a respeito. Tocar em feridas. Ou, se não chega a ser um vespeiro, é quase.

Nem cabe, em se tratando das duas, querer contestar os sucessos alcançados ao longo dos tempos.

No SBT, entre as suas primeiras no gênero, “Carrossel”, “Chiquititas” e “Carinha de Anjo”, por exemplo, entraram para a história.

Só que a partir de um determinado momento, ou nas exibições das mais recentes, “A Infância de Romeu e Julieta” e “A Caverna Encantada”, os resultados deixaram de ser os mesmos. Sinal de esgotamento?

A mesmíssima coisa a Record, a respeito das suas realizações no campo bíblico. Foram enormes as suas conquistas, até que a exibição da turca, “Força de Mulher”, em cartaz, demonstrasse o desejo do seu público em também encontrar coisas diferentes.

Difícil demais, tanto para uma quanto para outra, simplesmente abandonar trabalhos que tão bem souberam construir; no entanto, parece ter chegado o momento de se pensar em diversificar, pelo menos um pouco, os seus campos de atuação.

Nem SBT e nem Record reúnem condições de dobrar as suas produções e, no mesmo tempo, colocar dois trabalhos no ar, mas talvez seja o momento de se estabelecer um revezamento. Seguir com o que já existe, mas também procurar, na medida possível, atender outros tipos de público. Complicado.

Mas tudo indica que chegou a hora de colocar isso em pauta.

Veja as fotos

Força de Mulher, estrelada por Bahar (Özge Özpirinçci)(Divulgação)
Força de Mulher, estrelada por Bahar (Özge Özpirinçci)(Divulgação)


Pontos em questão

Enlatados à parte, há um mistério em relação aos próximos passos do SBT no segmento de novelas nacionais. Que o formato infantil está saturado, ninguém tem dúvida disso por lá, até pelos índices de audiência.

Mas o que colocar no lugar? E como convencer dona Iris da necessidade de uma reformulação?

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Iris Abravanel e as filhas Daniela e Patrícia (Divulgação)

O que é a vida?

O jornalista José Armando Vannucci, na terça-feira da semana passada, fez uma entrevista com Agnaldo Rayol, que foi a última da vida deste grande cantor, ator e apresentador.

E será com ela que que o Vannucci vai estrear um quadro no “Mulheres”, “Galeria de Ouro”, ainda este mês na TV Gazeta. Importante: não será a primeira entrevista porque o Agnaldo morreu. Mas porque já havia esta programação.

Dia triste

Uma segunda-feira muito triste. De manhã, a notícia da morte de Agnaldo Rayol e, à tarde, a do seu Tuta, Antônio Augusto Amaral de Carvalho, aos 93 anos.

Agnaldo, com uma história maravilhosa e uma das maiores vozes da MPB. Um cara absolutamente do bem. E o seu Tuta, um dos donos da Record no passado, criador da Jovem Pan e uma figura histórica da nossa Comunicação. Aliás, dono de um dos maiores capítulos dela.

Deixa eu falar

Repare você mesmo: na grande maioria das vezes, a central de boatos usa de certas peculiaridades para tornar toda e qualquer mentira mais forte. Embasada, se isso fosse possível.

Geralmente, como recurso mais frequente, incluir o nome de pessoas conhecidas, que não têm nada a ver, mas como jeitinho de querer valorizar. Por exemplo, agora, o do Boninho enfiado nessa história do arrendamento da Rede TV!. Nada a ver. Nem nunca chegou perto.

Vida que segue

Talvez a mais surpreendente contratação da CNBC, praticamente às vésperas da festa do seu lançamento, sexta passada, foi a de José Roberto Maciel, alguém com quase 30 anos de história no SBT.

Ressentimento? Nada disso. Maciel só deseja muita sorte às filhas de Silvio Santos e sucesso à sua antiga casa. Disse, ainda, que no momento que a nova gestão “acertar um programa”, outros também irão vingar.

Título

“O Senhor e A Serva” é o título escolhido pela Record para o spin off da série “Paulo, O Apóstolo”.

Um projeto que ainda está muito no começo, devido a outras prioridades da dramaturgia. Porém, Dudu Pelizzari já está garantido no elenco.

Melhores do ano

Coloque na agenda, porque essa, ninguém sabe ainda e nem sei se pode contar: o “Melhores do Ano”, do “Domingão com Huck”, na Globo, será realizado no dia 15 de dezembro, desta vez, ao vivo. O gravado provoca vazamentos e tira a emoção.

Fábio Jr. vai fazer o show de encerramento.

Deu barulho

Com Marcos Mion e Nany People na final da Batalha do Lip Sync, o “Domingão com Huck” fez crescer em 8% a audiência da TV Globo.

No Rio, foi recorde de audiência do quadro no ano.

Pausa

Poliana Abritta dá um tempo no “Fantástico” para se dedicar a gravações no Nepal.

Volta ao ar na edição do próximo dia 17. Repare você mesmo: ela e a Maju estão, a cada domingo, mais sincronizadas. Apresentam por música.

Poliana Abritta

Poliana Abritta (Divulgação: Globo)

É hoje

As votações até já começaram, mas a partir desta terça (porque lá as eleições sempre acontecem na primeira terça-feira de novembro), todas as atenções se voltam para a escolha de quem irá presidir os Estados Unidos, a partir de 20 de janeiro do ano que vem.

Equipes a postos, de todas as TVs. Globo está com um batalhão lá, mas a presença de Renata Lo Prete é sempre especial. Faz a diferença.+693

Passo seguinte

A Globo tem feito vários contatos para montar o elenco de “Êta Mundo Bom! – Parte 2”.

Só que a maioria não tem mais contrato de exclusividade com a casa e, por enquanto, a conversa gira em torno de “disponibilidade” para determinado período de gravações. O assunto dinheiro ainda nem entrou em questão.

É o certo

A Record, nas transmissões do futebol, Paulistão antes e Brasileirão depois, em 2025, terá sempre dois comentaristas em todos os jogos, um jornalista e um ex-atleta, Maurício Noriega e Dodô.

E um analista de arbitragem, Sálvio Spínola. Fechou. Melhor que isso, só dois disso. Aliás, o Nori assinou contrato ontem.

Filme musical

Tendo à frente a cineasta Flávia Orlando, o produtor Tuinho Schwartz e Eduardo Pradella, diretor de casting, começaram ontem, em Ribeirão Preto, as filmagens de “Coração Sertanejo”, para a Disney.

Uma história de amor e fantasia, que reúne nomes como Catarina Abdalla, Hélio de la Peña, Flávio Rocha, Ana Cecília Costa, é estrelado por Gabriela Cardoso e Victor Medeiros.

Gabi Cardoso

Gabi Cardoso / Reprodução: Instagram)

Bate – Rebate

  • Marjorie Gerardi estreia nesta terça-feira em “As Aventuras de José e Durval” na Globo…
  • … Faz Noely, mãe de Sandy e Junior.
  • Após 10 meses de casa lotada, “Cá Entre Nós”, com Eduardo Martini, Suzy Rêgo e Cristiana Oliveira, encerrará sua temporada no Teatro União Cultural, em São Paulo, no dia 16.
  • Miguel Ângelo, protagonista em “A Infância de Romeu e Julieta”, do SBT, também integra o elenco de “Os Quatro da Candelária”, na Netflix…
  • … Ele divide o papel de Sete com Patrick Congo.
  • Band foi bem com a Fórmula 1, domingo, chegando a 6 pontos de média e 12,3 de share.
  • Essa é de um comentarista do Rio sobre determinado ex-jogador: “esse não jogou nada, mas fala muito. Tem só dois títulos na carreira, a Taça Guanabara e o de eleitor”. Pano rápido.
  • Priscila, esposa de Áquila, é a personagem de Dani Moreno em “Paulo, O Apóstolo”…
  • … Dani também esteve em “A Rainha da Pérsia”.
  • Nesta terça-feira, tem UEFA Champions League no SBT, Real Madrid e Milan…
  • … E atenção: bola rolando a partir das 16h45, com o fim do horário de verão na Europa. Nos trabalhos, Cleber Machado, Mauro Beting e Nadine Basttos.



Fonte: Portal LEODIAS

Ué, alguém está mentindo! Mani nega derrota em processo contra Davi

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Ué, alguém está mentindo! Mani nega derrota em processo contra Davi

A assessoria de Mani Rego, em contato com a reportagem do portal LeoDias, desmentiu a notícia propagada nas últimas horas, de que ela teria sido derrotada por Davi Brito na Justiça, no processo  de reconhecimento de união estável. O texto afirma que “não houve decisões favoráveis ou desfavoráveis à empresária”.

Veja as fotos

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Davi Brito / Mani RegoReprodução/Montagem
Reprodução Instagram/montagem
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Leia abaixo na íntegra:

“Em virtude das recentes publicações disseminadas pela imprensa sobre suposta derrota de Mani em processo de união estável contra Davi” relacionado a processo que tramita no Tribunal de Justiça do Estado do Bahia, vale elucidar o seguinte:

É importante informar que Mani e suas assessorias de imprensa e jurídica, não farão declaração sobre fatos e documentos constantes do referido processo, cuja tramitação é sigilosa, entretanto, a notícia veiculada é inverídica, o que impõe as explicações a seguir prestadas.

Recebida a petição inicial, a MM. Juíza reservou-se a apreciar os pedidos liminares, após a defesa do réu. A contestação foi apresentada e, ato contínuo, foi proferido despacho intimando a parte Autora para manifestação. Assim, o processo está aguardando a apresentação de réplica, e não há qualquer decisão proferida contra os interesses de Mani.

Diante do exposto e considerando a veracidade das informações contidas nesta nota, a empresária Mani Rego repudia a divulgação de dados e documentos do processo que tramita em segredo de justiça, acrescentando que a notícia veiculada vem causando prejuízo ao seu nome e a sua imagem haja vista tratar-se de informação falsa”.



Fonte: Portal LEODIAS

Qual a relação do dólar com as eleições nos EUA? Entenda impactos

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Qual a relação do dólar com as eleições nos EUA? Entenda impactos

O dólar subiu mais de 15% em 2024 e, segundo expectativa de economistas ouvidos semanalmente pelo Banco Central (BC), ele deverá encerrar o ano cotado a R$ 5,50.

Na última sexta-feira (1º/11), o dólar à vista fechou em alta de 1,53%, cotado a R$ 5,86 para compra e R$ 5,87 para venda. Esse foi o maior patamar atingido pela moeda americana desde 2021, no auge da pandemia de Covid-19, e o segundo maior valor nominal da história. Em maio de 2020, ela alcançou R$ 5,90. Na véspera, bateu em R$ 5,78.

Para analistas, a incerteza em torno da questão fiscal (que trata da relação entre gastos e receitas do governo) foi a principal alavanca para a elevação do dólar. Especialistas alertam que se o governo brasileiro não melhorar sua situação fiscal, o dólar pode chegar à casa de R$ 6.

A alta da moeda tem ocorrido apesar da queda nos juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês, o Banco Central norte-americano), fator que normalmente ameniza a pressão sobre a moeda americana. O movimento pode se intensificar se o ex-presidente dos EUA e candidato à eleição Donald Trump vencer as eleições contra a democrata e atual vice-presidente Kamala Harris.

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Trump, que governou os EUA entre janeiro de 2017 e janeiro de 2021, tem um plano de governo mais deficitário, e as políticas protecionistas devem prejudicar mais as moedas emergentes, como a brasileira, afetando a demanda por produtos estrangeiros, e por consequência, sua balança comercial. Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.

Volnei Eyng, CEO da gestora Multiplike, argumenta que o movimento altista do dólar pode se intensificar em uma eventual vitória do republicano, pois ele defende políticas que limitam o comércio com países emergentes, o que afetaria as exportações do Brasil. “Se o governo brasileiro não melhorar essa situação fiscal, o dólar pode chegar a R$ 6. Para conter essa alta, é fundamental controlar gastos públicos e, se necessário, o Banco Central ser mais rigoroso em relação a alta dos juros para se ter uma compensação sobre as moedas”, analisa.

Foi o que ocorreu com a moeda norte-americana no primeiro mandato do republicano, quando o dólar disparou em relação ao real, também impactado pela pandemia final da gestão Trump.

“De forma simples, é mais plausível que o dólar ganhe força globalmente sob o comando de Trump. O risco fiscal é responsável por aumentar o prêmio de risco de investimentos brasileiros, traduzindo-se em mais juros demandados pelo tomador. O aumento do serviço da dívida compromete ainda mais o orçamento já espremido, e entramos em uma bola de neve. Depois de certo ponto, a má gestão das contas públicas excede a relação risco/retorno do investidor, e observamos uma vazão do fluxo financeiro, o que corrobora para a depreciação da moeda”, explica José Alfaix, economista da Rio Bravo.

Para Milton Badan, sócio e diretor da Swiss Capital Invest, a projeção de dólar a R$ 6 até o final deste ano parece “pouco provável” no cenário atual, a menos que ocorram choques econômicos significativos, como um agravamento da situação fiscal brasileira.

Política internacional é ponto comum

Especialistas avaliam que a política externa deverá se manter semelhante, seja qual seja o vencedor. Isso porque os EUA costumam ter uma política internacional de Estado, pouco sujeita a mudanças bruscas de rota.

Nesse sentido, a guerra comercial contra a China — segunda maior economia mundial, e que ameaça a soberania norte-americana — deverá ser mantida. Isso poderá virar um ponto de tensão para a relação com o Brasil, pois o país asiático, considerado um adversário dos EUA, é desde 2009 o maior parceiro comercial do Brasil e parceiro também no âmbito do Brics (bloco fundado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Assim como fez em seu primeiro mandato, Trump poderá adotar políticas comerciais e regulatórias ainda mais agressivas em relação a Pequim, na tentativa de barrar a expansão daquela economia.

Com relação à América Latina, de forma geral, e ao Brasil, de modo mais específico, a Casa Branca não tem em vista nenhum projeto ou acordo comercial na gestão Joe Biden e isso não deve mudar, seja com Trump ou com Harris.

Quais os impactos para a vida do brasileiro?

Além de encarecer viagens ao exterior, não apenas aos EUA, o dólar alto pode afetar itens da alimentação do brasileiro, como as carnes, e os bens industriais, que vinham colaborando com a queda da inflação nos últimos meses. Ele também impacta no preço dos combustíveis, que já estão altos há vários meses.

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Nesse cenário de alta da moeda norte-americana, o Banco Central brasileiro precisa subir ainda mais os juros, ou mesmo, elevá-los em ritmo mais rápido. Com isso, a atividade econômica tende a desaquecer.

Por outro lado, o dólar alto favorece as exportações brasileiras, contribuindo para um saldo positivo da balança comercial (exportações menos importações). Com o dólar mais alto, os produtos brasileiros vendidos para outros países ficam mais baratos e competitivos no mercado internacional. No entanto, à medida que o Brasil exporta mais, sobram menos mercadorias em âmbito doméstico, o que encarece os produtos no país, seguindo a lógica da lei da oferta e da procura.



Fonte: Metrópoles

Juros: Copom vai se reunir sob pressão do dólar e da inflação

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Juros: Copom vai se reunir sob pressão do dólar e da inflação

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) terá uma missão delicada nesta semana, quando deve decidir a próxima taxa de juros básica do país, a Selic. O cenário se mostra desafiador devido à alta da inflação, guinada do dólar e o aquecimento do mercado de trabalho, que segue criando vagas de emprego e vê a taxa de desocupação recuar nos últimos meses.

A próxima reunião do colegiado do BC está marcada para terça-feira (5/11) e quarta-feira (6/11). O mercado financeiro aposta em uma nova elevação na Selic, que está em 10,75% ao ano. A projeção dos analistas é de alta de 0,50 ponto percentual (p.p.).

Caso a elevação de 0,50 p.p. seja aprovada, a Selic voltará ao patamar de janeiro, de 11,25% ao ano – época em que o Copom seguia fazendo cortes. Em 2024, a redução dos juros só foi interrompida em 19 de junho, quando se manteve estável em 10,50% ao ano.

Inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, está em 4,42% no acumulado de 12 meses até setembro – cada vez mais próximo ao limite da meta. No mês passado, o IPCA cresceu 0,44%, puxado principalmente pelo aumento dos preços da energia elétrica (5,36%).

A meta deste ano é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, sendo 1,5% (piso) e 4,5% (teto), como estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Economistas consultados pelo Banco Central passaram a projetar que a inflação deve estourar o teto da meta, de 4,5%. Segundo dados do relatório Focus mais recente, a expectativa é de que o índice fique em 4,59% até o fim de 2024.

Para manter a inflação dentro do intervalo, o BC usa a Selic — principal instrumento de política monetária.

imagem colorida da reunião do Copom, do Banco Central, em janeiro de 2024 - Metrópoles
Diretores do BC em reunião do Copom

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na semana passada que acredita que a inflação ficará dentro da meta. “No acumulado do ano, estamos entendendo que a inflação deve ficar dentro da meta”, reforçou.

Segundo análise do economista Alex Andrade, essa trajetória de alta da inflação reflete uma “pressão inflacionária que vem se intensificando nas últimas semanas devido a fatores internos e externos”.

Ele explica que a projeção do Focus indica que o país pode enfrentar “um desafio significativo no cumprimento das metas de inflação”, o que pode forçar o Banco Central a manter uma postura conservadora e prolongar os juros em patamares elevados.

Para Andrade, a meta do governo e do Banco Central deve ser “manter a inflação dentro da banda estabelecida, sem comprometer o crescimento econômico, o que pode exigir ajustes na condução da política fiscal e monetária”.

Dólar

Outro fator na mesa para decidir a taxa Selic é observar o comportamento da taxa de câmbio. No fechamento do pregão desta sexta-feira (1º/11), o dólar à vista fechou em alta de 1,53%, cotado a R$ 5,86 – segundo maior marca da história.

A taxa de câmbio segue nas alturas desde o início da semana. O motivo da alta é a preocupação do mercado financeiro com a “demora” da divulgação das medidas do governo federal para a revisão de gastos públicos, além da repercussão de dados econômicos – o que pode gerar um quadro inflacionário no país.

Mercado de trabalho

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 6,4% no trimestre encerrado em setembro (de julho a setembro de 2024) – a segunda menor taxa da série histórica, iniciada em 2012. Além disso, a desocupação registrou a melhor marca para o período desde 2012.

Outro dado importante foi o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de setembro. Segundo o levantamento, o Brasil criou 247.818 vagas de com carteira assinada no nono mês do ano. No acumulado do ano, são 1,98 milhão de postos.

Com esses resultados, especialistas alertam para uma continuidade do ciclo de alta nos juros. Conforme o analista Sidney Lima, embora positivo, esse fortalecimento pode contribuir para “uma pressão inflacionária no longo prazo”.

“Dessa forma, a decisão do Banco Central de manter o ciclo de alta nos juros se justifica como um mecanismo de equilíbrio para conter uma potencial aceleração inflacionária, enquanto o mercado de trabalho segue se aquecendo”, avalia Lima.

No recorte da criação de vagas de emprego, o economista João Kepler acredita que “a inflação e os juros altos podem importar uma desaceleração nas próximas contratações, especialmente à medida que o crédito mais caro e o consumo reduzido dificultam o crescimento contínuo”.



Fonte: Metrópoles