Início / Versão completa
Economia

Governo Lula envia LDO 2026 ao Congresso com aumento no salário mínimo

Por Metropoles 15/04/2025 15:25

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou, nesta terça-feira (15/4), ao Congresso Nacional o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, com aumento no salário mínimo. O piso salarial deverá passar de R$ 1.518 para R$ 1.630.

Com isso, o salário mínimo deverá ter um incremento de R$ 112. O reajuste corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) somado ao crescimento real de 2,5% (veja detalhes sobre isso abaixo).


O que é a LDO?


O reajuste não altera apenas os vencimentos de quem recebe o piso nacional, mas também implica no cálculo de vários benefícios, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os pagamentos feitos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Valorização do salário mínimo

No primeiro ano deste mandato, o presidente Lula retomou a política de reajuste do salário mínimo. O modelo definido combinava a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior e a variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, a partir de 1º de janeiro. A regra não previa percentual mínimo ou máximo para o reajuste.

Já em 2024, ante pressão por corte de gastos, o governo enviou ao Congresso e aprovou uma lei que estabeleceu uma nova regra para o mínimo. Foi mantido o crescimento real — ou seja, acima da inflação — do salário mínimo, mas limitado ao teto do arcabouço fiscal, de 2,5%. A medida vale para os reajustes entre 2025 e 2030.

Mesmo com esse número apresentado na LDO, o valor do piso salarial de 2026 ainda pode ser alterado. Uma nova avaliação será encaminhada com a proposta orçamentária, que deverá ser apresentada até 31 de agosto.

Tramitação no Congresso Nacional

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é apresentada e votada no início do ano, enquanto a Lei Orçamentária da União (LOA), o Orçamento Federal, é apreciada no segundo semestre.

Inicialmente, a LDO será encaminhada para a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), formada por deputados e senadores, responsável por emitir parecer sobre o documento. Vale lembrar, que os parlamentares são aptos para fazer qualquer tipo de alteração na peça sugerida pelo governo.

Depois de passar pela CMO, o projeto orçamentário é apreciado pelo Congresso Nacional em sessão conjunta. Com a aprovação, o texto é enviado ao presidente da República para sanção ou veto, parcial ou total.

O projeto precisa ser votado e aprovado até 17 de julho. Isso porque não haverá recesso parlamentar no meio do ano, caso a LDO não seja aprovada no Congresso Nacional.


Fonte: Metrópoles

Recomendado
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.