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Até a Elzinha disse amém: Joabe manobra e Câmara aprova R$ 67 milhões para Bocalom comprar 50 ônibus

Por REDAÇÃO 14/05/2025 18:11 Atualizado em 14/05/2025 18:14

Os vereadores da base aliada do prefeito Bocalom aprovaram há pouco o empréstimo de R$ 67 milhões para a aquisição de 50 ônibus pelo prefeito Tião Bocalom – seis deles elétricos e 44 a combustão. A proposta do executivo gerou divergência na sessão da manhã e o presidente da Câmara, Joabe Lira, afilhado político do prefeito, mentiu, numa clara violação ao Código de Ètica, para despistar e evitar questionamentos à proposta, considerada inconsistente, sem garantias reais.

A tramitação “urgente urgentíssima” determinada por Bocalom motivou Joabe a tramar no bastidor para preparar o plenário somente quando estivessem presentes os vereadores que apóiam o prefeito – e possuem cargos na gestão municipal. Principal desafeta de Bocalom até há pouco tempo, a progressista Elzinha Mendonça votou com o prefeito.

Às 15:50h, Joabe avisou que a votação estaria adiada para amanhã, quinta-feira. Cerca de 23 minutos depois, quando os parlamentares de oposição haviam deixado o prédio, a votação teve início, com a presença somente dos vereadores “interessados”.

A sessão desta quinta-feira deve repercutir acintosamente a manobra do presidente, que estaria combinado com um número necessário de outros vereadores que aprovariam a proposta.

O projeto deve seguir critérios do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

VOTARAM A FAVOR

José Aiache, Antônio Morais, Bruno Moraes, Elzinha Mendonça, Felipe Tchê, João Paulo Silva, Leôncio Castro, Matheus Paiva, Moacir Júnior, Márcio Mustafa, Raimundo Neném, Rutênio Sá e Samir Bestene.

A licitação que definirá a empresa que vai gerenciar o sistema ainda não tem data para ser anunciada. A assessoria jurídica da prefeitura informou que as parcelas relativas ao financiamento serão pagas pelo empreendimento que vencer a concorrência pública.

Há suspeitas de que o prefeito de Rio Branco apresente obstáculos para pôr o edital de licitação na praça. O prefeito tem postergado obras prometidas, mesmo com recursos liberados, desde o primeiro mandato.

O Mercado Elias Mansour, o Viaduto da AABB e as 1001 casas batizadas como promessa de dignidade são exemplos de obras estagnadas e envoltas a muitos questionamentos sobre transparência no uso de dinheiro público.

 

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