O Ministério Público (MP-AC) começou a investigar o caso por meio do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), em maio de 2018, quando o Marcelo procurou o órgão. A vítima seria usuário de drogas e tinha furtado a casa de um dos PMs.
Fora do serviço, os policiais torturaram algumas pessoas até chegar no suspeito. Ao descobrirem quem era pessoa, eles colocaram Marcelo dentro de um carro, circularam por Rio Branco e o torturaram física e psicologicamente.
Marcelo confessou ter furtado uma bicicleta, um colete de portar acessórios, que dentro tinha uma faca e uma lanterna da casa do policial e teria posteriormente ido ao bairro Papoco, onde trocou os objetos por drogas.
Os três policiais levaram Marcelo ao bairro e, com várias testemunhas olhando, o pregaram no assoalho da casa de uma moradora do local. De acordo com o depoimento dessas testemunhas, Anailton foi quem repassou os pregos e a marreta para que Ângelo pregasse a vítima no assoalho da casa.
Adonai ficou do lado de fora da residência garantindo a segurança e a tortura que acontecia dentro. Os policiais foram embora e um morador da região despregou Marcelo do chão. Ele precisou ir embaixo da casa para tirar o homem.
Após o crime e a denúncia, os policiais ainda ameaçaram as testemunhas, fazendo com que a dona da casa onde o fato aconteceu, demolisse a casa e fosse embora do bairro.
Ângelo, inclusive, teve outra denúncia contra ele na mesma época. Ele e outros dois PMs foram acusados de torturar um rapaz. A Justiça fixou a pena dele em dez anos, um mês e 18 dias de prisão, sendo a maior entre os envolvidos.