Início / Versão completa
Famosos

Nova aposta da Pixar, “Elio” é quase a boa história inédita que sempre pedimos

Por Portal Leo Dias 18/06/2025 17:25

A Pixar aposta em “Elio”, que estreia nesta quinta (19/6) nos cinemas brasileiros, como seu único lançamento em 2025. Com o aniversário de 30 anos de “Toy Story” batendo na porta, o estúdio de animação tenta, há anos, uma nova história original a altura de suas produções antigas. Apesar do novo longa ser lindo e bem divertido, ainda falta alguma coisa.

O filme conta a história de Elio, uma criança solitária que perdeu os pais, mas que encontra na busca por vida alienígena a sua nova razão para viver. Quem cuida dele após a morte dos pais é sua tia Olga, que é bastante cética com a existência dos extraterrestres.

Veja as fotos

Reprodução
Reprodução
Reprodução
Reprodução
Reprodução

A vocação do menino pelos ETs é bem simplória, mas fica mais compreensível por conta do arco emocional, que é um dos méritos do filme.

Outro acerto é conseguir atingir o público adulto e o infantil ao mesmo tempo. As temáticas são complexas demais para o próprio protagonista compreender, mas o colorido e o instinto da criança conversam com os mais novos.

Apesar de alguns atalhos e simplificações, a história executa bem a jornada do herói. O único problema é que o gancho interessante e inovador dos alienígenas vira apenas uma roupagem para uma trajetória genérica de superação.

Visualmente, o filme é lindo. Por momentos, os filtros roxos e azuis irritam um pouco. De resto, a nova técnica da Pixar é bem aplicada e a direção artística acerta em não propor aliens antropomorfizados, ou seja, com feições humanas.

Quanto aos personagens, falta muito carisma. Principalmente ao Elio, que é petulante na maior parte do tempo. Os alienígenas, no geral, são pouco ou nada desenvolvidos, com exceção de Gordon, que é a grande aposta para a venda de pelúcias.

No mais, a troca de direção e de muito do corpo da produção é perceptível no filme. Em vários momentos, você não sabe qual é a prioridade do roteiro.

Dito tudo isso, é bom ver a Pixar tentar, mais uma vez, emplacar uma história original, ao invés de mais uma sequência. No entanto, é uma pena que as novas histórias não tenham o molho que as produções do estúdio tinham nos anos 1990 e 2000.

Com “Elio”, a Pixar está quase lá. Desde “Soul”, os originais são irregulares e titubeantes. No entanto, este é um dos melhores.

Nota: 7,5


Fonte: Portal LEODIAS

Recomendado
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.