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Deputada Marjorie Taylor Greene renuncia após conflito com Trump

Por CNN 21/11/2025 22:26

A deputada republicana da Geórgia, Marjorie Taylor Greene, ex-aliada do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, nesta sexta-feira (21), que renunciará ao cargo em janeiro.

O anúncio de Greene acontece dias após seu desentendimento público com o líder americano.

“A lealdade deve ser uma via de mão dupla”, publicou a deputada nas redes sociais.

Há apenas uma semana, o líder republicano retirou seu apoio a antiga aliada, por meio de uma publicação no Truth Social.

“Estou retirando meu apoio e endosso à congressista Marjorie Taylor Greene”, disse Trump, acrescentando que Greene, que concorre à reeleição em 2026, “se tornou extremamente de esquerda”.

“Ela disse a muitas pessoas que está chateada porque eu não retorno mais suas ligações, mas com 219 congressistas, 53 senadores, 24 membros do gabinete, quase 200 países e uma vida normal para levar, não posso receber ligações diárias de uma lunática delirante”, disse o presidente americano.

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A publicação do presidente marcou uma grande ruptura política que vinha se consolidando há semanas, uma intensificação dramática de uma disputa latente entre os dois antigos aliados, que se distanciaram à medida que Greene criticava Trump em diversas frentes.

A situação culminou em uma troca de farpas acirrada, com a controvérsia em torno de Epstein voltando a ocupar o centro das atenções em Washington.

A renúncia de Greene reduzirá a maioria republicana na Câmara para 218 membros, contra 213 dos democratas. Os republicanos detêm uma maioria de 53 a 47 no Senado.

Defensora ferrenha de Trump e do movimento MAGA há muito tempo, Greene adotou, nas últimas semanas, posições contrárias à Casa Branca e a alguns de seus colegas republicanos, o que levou o presidente americano a retirar seu apoio a ela.

Ela citou como causa da ruptura sua defesa da divulgação dos arquivos do governo sobre o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

Greene também se tornou, este ano, a primeira parlamentar republicana a classificar o ataque de Israel, aliado dos EUA, à Faixa de Gaza como “genocídio“.

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