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Operação do MPRJ mira milícia na Baixada; policial civil é preso

Por CNN 09/12/2025 08:25

O MPRJ (Ministério Público do Rio) denunciou 13 pessoas suspeitas de integrar uma milícia que atuava em Belford Roxo e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Entre os alvos estão o policial civil Jaime Rubem Provençano e o policial militar Gilmar Carneiro dos Santos, o “Professor Gilmar”.

A Justiça decretou a prisão preventiva de todos os denunciados, e os mandados da Operação Golden Head são cumpridos nesta terça-feira (9) em endereços na Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Belford Roxo e Duque de Caxias, além de unidades prisionais. As diligências contam com apoio das corregedorias das polícias Civil e Militar.

Até a última atualização, o policial civil Provençano já havia sido preso. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil informou que os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos contra o agente, e as diligências seguem em andamento.

Segundo as investigações, os agentes teriam repassado informações sobre operações e dado suporte às atividades do grupo. À época dos fatos, em 2024, Provençano trabalhava na DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes), enquanto o PM estava lotado no 39º BPM (Belford Roxo).

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A investigação aponta que a milícia seria liderada por Diego dos Santos Souza, o “Cabeça de Ouro”, e por Carlos Adriano Pereira Evaristo, o “Carlinhos da Padaria”, que, mesmo presos, continuavam a comandar o esquema. A comunicação com os integrantes em liberdade era articulada por Angelo Adriano de Jesus Guarany, o “Magrinho”, responsável pela cobrança de valores e repasse de ordens.

O grupo atuava nos bairros Wona, Lote XV e Vale das Mangueiras, em Belford Roxo, e no bairro Pantanal, em Duque de Caxias. Segundo o MPRJ, há registros de extorsões contra comerciantes e mototaxistas, além de torturas, execuções e confrontos armados por disputa de território.

A apuração reuniu provas de controle financeiro, prestação de contas e ordens transmitidas por mensagens, além de indícios de conflitos com grupos rivais e coação de integrantes.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa dos alvos citados nesta reportagem.

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