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Tarcísio foi transparente e disse que “estamos juntos”, diz Flávio

Por CNN 07/12/2025 22:25

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, neste domingo (7), que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi “transparente” e que ele havia declarado que os dois “estariam juntos” após o anúncio de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

“Talvez seja um dos principais papéis na eleição de 2026. Tarcísio é uma peça fundamental nessa engrenagem. Estive em contato com ele, foi a primeira pessoa com que eu falei antes de começar a falar para outras pessoas qual tinha sido a decisão do [ex-]presidente Bolsonaro”, disse Flávio durante entrevista ao “Domingo Espetacular”, da Record.

“E, comigo, ele foi absolutamente transparente, direto: ‘Pode contar, estamos juntos’. Eu não vou ficar cobrando o Tarcísio para que ele se manifeste publicamente, porque ele já falou por várias vezes que o objetivo dele é ser candidato à reeleição ao governo de São Paulo”, prosseguiu.

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Na última sexta-feira (5), Flávio anunciou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), havia lhe escolhido para a disputa da Presidência. Hoje, ele afirmou que “não tem balão de ensaio”, sobre a questão.

“O lançamento do meu nome vem para resgatar esse brilho, para esquentar de novo o coração do brasileiro, para eles verem que têm esperança e que eu estou dando a cara a tapa e que não tem volta. Eu só vou parar no dia da vitória”, citou Flávio.

Segundo o senador, o “preço” para retirar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto é ver seu pai livre e nas urnas em 2026.

“A minha pré-candidatura à Presidência da República é muito consciente. Ela é para representar grande parte da população brasileira que não aceita mais essa quantidade enorme de desmandos. São pessoas, assim como o presidente Bolsonaro, que estão sem ver suas famílias, estão fora do país e que a única forma disso acontecer é se Bolsonaro estiver livre, nas urnas, caminhando com os seus netos, os filhos de Eduardo Bolsonaro, pelas ruas de todo o Brasil. Esse é o meu preço”, explicou.

O ex-chefe do Executivo está preso na Superintendência da PF (Polícia Federal) desde o fim de novembro, primeiramente de forma preventiva, e depois passou a cumprir a pena de 27 anos e três meses por liderar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ele está inelegível com base na Lei da Ficha Limpa.

*Publicado por Douglas Porto

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