A possível ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Sapucaí para assistir ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que o homenageará no carnaval deste ano, está dividindo opiniões entre aliados. Alguns defendem sua presença no evento, enquanto outros consideram a ideia arriscada. A apuração é do analista de Política Pedro Venceslau no CNN 360º.
A Acadêmicos de Niterói, que ascendeu ao grupo especial do carnaval carioca no ano passado, será a primeira escola a desfilar no dia 15 de fevereiro. O enredo escolhido, “Do alto do Mulungo surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, foi concebido para exaltar a trajetória do atual presidente, o que poderia representar uma oportunidade de exposição positiva.
Entretanto, uma ala do governo teme que a participação de Lula possa ser arriscada, principalmente porque existe a possibilidade da escola retornar à segunda divisão do carnaval carioca. Caso isso ocorra, o presidente poderia ficar com a imagem de “pé frio” – uma associação negativa que seus estrategistas preferem evitar
Oportunidade política
Por outro lado, aliados favoráveis à ida de Lula ao sambódromo argumentam que o evento representa uma chance de capitalização política. O desfile, inteiramente formatado para exaltar o presidente em um ano de disputa pela reeleição, atrairia os holofotes da mídia e da opinião pública para a Sapucaí durante a apresentação.
A presença de presidentes da República nos desfiles da Sapucaí não é novidade. Vários já assistiram às apresentações das escolas de samba no sambódromo carioca ao longo dos anos. A ex-presidente Dilma Rousseff, por exemplo, compareceu a todos os desfiles durante seu mandato.
Decisão pendente
A decisão sobre a participação de Lula no evento ainda não foi tomada. Caso opte por comparecer, a comitiva presidencial embarcaria do Rio de Janeiro diretamente para uma viagem internacional à Índia e à Coreia do Sul, que está programada para ocorrer na sequência do Carnaval.
A questão está sendo debatida pela equipe de comunicação e pela ala política do governo, incluindo o marqueteiro oficial da República, Sidônio Palmeira.

