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Funcionários de agência são presos no RS por fraudes que somam R$ 2 milhões

Por CNN 20/01/2026 10:24

Uma associação criminosa instalada dentro de uma agência bancária, em Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul, é alvo de operação da PCRS (Polícia Civil do Rio Grande do Sul), nesta terça-feira (20). Segundo a investigação, os criminosos utilizavam até conta de pessoas mortas para operar as fraudes, que totalizaram R$ 2,4 milhões.

Durante a ação, três pessoas foram presas, incluindo o gerente-geral da agência, a esposa dele e o caixa do estabelecimento.

Como funcionava o esquema

A investigação iniciou após a constatação de inconsistências graves nas operações de crédito da agência. A polícia informou que os suspeitos utilizavam contas de alvos vulneráveis, como idosos, e até contas de pessoas falecidas para realizar o trânsito dos valores ilícitos.

Em seguida, os funcionários utilizavam as próprias biometrias para se passar pelos clientes e acessar contas inativas.

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“Fraudulentamente, registrava no sistema que os clientes idosos seriam “analfabetos”, justificando a ausência de assinatura física e validando a operação com a biometria do próprio funcionário do banco”, explicou a polícia.

O gerente-geral, então, alterava os cadastros das vítimas, atribuindo a elas rendas fictícias que chegavam a R$ 2,5 milhões, a fim de elevar artificialmente o score de crédito. Posteriormente, com o crédito aprovado, eram realizados empréstimos pessoais vultosos, sem garantias reais.

Para evitar o rastreamento digital, a polícia informou que os valores obtidos de forma ilícita eram sacados em espécie. A esposa do gerente utilizava disfarces, como moletom e capuz, para dificultar a identificação pelas câmeras de monitoramento e sacar valores que totalizaram mais de R$ 1,4 milhão em dinheiro.

A investigação concluiu que o gerente-geral atuava como mentor intelectual das fraudes, o funcionário subordinado executava a fraude biométrica, e o núcleo familiar atuava na logística de saque e lavagem de dinheiro.

A operação, realizada através da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos, também cumpriu mandados de busca e apreensão, além de bloqueios de contas bancárias e ativos financeiros.

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