Início / Versão completa
geral

Governo defende integração sul-americana para terras raras e lítio

Por CNN 15/01/2026 02:24

O governo federal defende que os países da América do Sul, ricos em minerais críticos e estratégicos, avancem na construção de uma aliança regional para fortalecer a integração do continente no setor mineral e reduzir a dependência de grandes potências globais.

Segundo interlocutores do governo, trata-se de uma resposta direta ao modelo histórico em que países em desenvolvimento foram tratados como fontes de matérias-primas para as potências industriais, um padrão que o Brasil afirma não aceitar repetir.

A ideia central defendida pelo governo é alinhar políticas públicas, investimentos e planejamento logístico para criar corredores estratégicos de minerais, com foco inicial em lítio e terras raras, mas também contemplando o potencial de expansão da produção regional de cobre, níquel e minério de ferro.

Leia Mais

Esses corredores não se referem a um único projeto físico, mas a um conjunto de eixos integrados que conectam produção, infraestrutura, indústria e mercados internacionais.

Na prática, os corredores preveem a priorização de rotas logísticas e de infraestrutura capazes de integrar países vizinhos e reduzir gargalos históricos do setor mineral.

Isso inclui a articulação de ferrovias e rodovias transfronteiriças, o uso coordenado de portos estratégicos tanto no Atlântico quanto no Pacífico, além da expansão de linhas de transmissão e de infraestrutura energética.

Também entram nesse desenho hubs industriais e zonas de processamento próximas às áreas produtoras, o que reduz custos, tempo de escoamento e riscos logísticos.

Outro pilar da proposta é a formação de cadeias de valor regionais, com o objetivo explícito de evitar a simples exportação de minério bruto.

A estratégia passa pelo incentivo ao beneficiamento local, pela produção de insumos intermediários, como óxidos, ligas metálicas e concentrados avançados, e pela integração com indústrias de maior valor agregado, como baterias, ímãs permanentes, siderurgia de baixo carbono, defesa e tecnologias limpas.

Essa agenda está entre as prioridades do Ministério de Minas e Energia na elaboração da Política Nacional de Minerais Críticos.

Em eventos internacionais, o governo tem defendido que a integração regional é condição para que a América do Sul ganhe peso geopolítico nas cadeias globais desses insumos, hoje dominadas por poucos países.

Durante um evento em Riade, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu explicitamente a criação desses corredores e citou o apoio de organismos multilaterais como um fator relevante para viabilizar a estratégia.

“Nesse espírito de cooperação prática, o Brasil e os países vizinhos podem dar um passo decisivo junto com o Fundo Monetário Internacional. Falo da expansão do mapa da integração com novos corredores estratégicos de lítio e terras raras na América do Sul, além do potencial de crescimento da produção de cobre, níquel e minério de ferro de alta qualidade”, afirmou o ministro.

Recomendado
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.