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Governo federal repudia falas machistas de zagueiro do Bragantino

Por CNN 22/02/2026 13:39 Atualizado em 22/02/2026 13:39

 

O Governo Federal, por meio dos ministérios das Mulheres e Esporte, repudiou as falas machistas do zagueiro Gustavo Marques após a partida entre Red Bull Bragantino e São Paulo, neste sábado (21).

Após a partida, o jogador criticou a presença da árbitra Daiane Muniz no comando da partida. “Não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e eles colocar uma mulher para apitar um jogo desse tamanho. Eu acho que ela não foi honesta pelo que ela fez. Eu acho que o São Paulo, todo mérito pela camisa, pela tradição que tem, eu acho que ela puxou para eles porque independente da situação o Red Bull é grande, mas para ela o São Paulo foi maior. Então eu acho que esse jogo também é critério dela, porque ela não foi mulher”, declarou o jogador em entrevista após o fim da partida.

A Federação Paulista de Futebol também repudiou as falas.

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Desculpas e desculpas…

Em nota, o clube pediu desculpas à árbitra Daiane Muniz, alvo das críticas de Gustavo após o apito final.

“O Red Bull Bragantino vem a público reforçar o pedido de desculpas a todas as mulheres e, principalmente, à árbitra Daiane Muniz. O clube não compactua e repudia a fala machista do zagueiro Gustavo Marques, dita após a partida”, disse o clube em nota publicada em seus canais oficiais.

O Massa Bruta reforçou o que o próprio jogador disse ainda na zona mista do estádio, que o próprio foi ao vestiário da arbitragem para pedir desculpas pessoalmente. O diretor esportivo do clube, Diego Cerri, também esteve no momento.

Por fim, o Bragantino afirmou que estuda punições ao jogador.

“Sabemos que o peso de uma eliminação é frustrante, mas nada justifica o que foi dito. Seja no futebol ou em qualquer meio da sociedade. O clube vai estudar nos próximos dias a punição que será aplicada ao atleta”, concluiu.

O zagueiro também se desculpou e afirmou que se arrepende das palavras, pediu perdão “a todas as mulheres do mundo” e disse que foi xingado pela própria esposa e pela mãe. “Estou aqui mais uma vez para pedir perdão para todas as mulheres do mundo, do Brasil. Eu falei coisas que não deveria naquele momento para a ‘Daniela’. Eu fui ali no vestiário dela pedir perdão, para a assistente dela também. Então, estou aqui mais uma vez para pedir perdão para todas as mulheres do mundo. Quero que possam me perdoar pela minha fala”, começou.

Leia a nota do Governo Federal na íntegra

Mais uma vez, o Ministério das Mulheres e o Ministério do Esporte se manifestam diante de um novo e absurdo episódio de machismo no futebol brasileiro. As pastas repudiam com veemência as declarações do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, e manifestam solidariedade à árbitra Daiane Muniz, bem como apoio a todas as mulheres que atuam no futebol, dentro e fora de campo.

Daiane Muniz é uma árbitra FPF/CBF/FIFA altamente qualificada e um homem na mesma posição jamais seria desqualificado pelo fato de ser homem. Ainda que houvesse discordância sobre sua atuação, sua competência não seria questionada por ser homem. Esse é o ponto central que precisa ser enfrentado.

O respeito às mulheres é inegociável. Mulher deve estar onde ela quiser — no campo, na arbitragem, na gestão, na imprensa ou em qualquer outro espaço. Ser mulher não diminui competência, autoridade ou capacidade.

Seguiremos firmes na promoção da igualdade e no enfrentamento de qualquer forma de discriminação no esporte brasileiro. Vamos acompanhar atentamente os desdobramentos do caso na Justiça Desportiva, confiando na apuração dos fatos e na responsabilização cabível.

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