Início / Versão completa
geral

Irã exige mudanças no escopo das negociações com os EUA, dizem fontes

Por CNN 03/02/2026 15:24

O Irã exigiu que as negociações com os Estados Unidos desta semana sejam realizadas em Omã, e não na Turquia, como previsto, segundo fontes relataram à agência de notícias Reuters.

Teerã também teria pedido que o escopo do encontro fosse limitado a negociações bilaterais apenas sobre questões nucleares.

“Eles querem mudar o formato, querem mudar o escopo”, disse o diplomata regional com conhecimento das exigências do Irã.

“Eles só querem discutir a questão nuclear com os americanos, enquanto os EUA querem incluir outros tópicos, como os mísseis (balísticos) e as atividades dos grupos aliados do Irã na região”, disse a fonte que não foi identificada. 

A tentativa de autoridades iranianas de mudar o local e a agenda das negociações, atualmente agendadas para sexta-feira em Istambul, ocorreu em meio a tensões crescentes, à medida que os EUA reforçam sua presença no Oriente Médio.

Leia mais

Os atores regionais têm pressionado pela resolução de um impasse que levou a ameaças mútuas de ataques aéreos e alimentou temores de uma escalada para uma guerra mais ampla.

Nesta terça-feira (3), o Exército dos EUA abateu um drone iraniano que se aproximou do porta-aviões Abraham Lincoln no Mar Arábico.

O presidente americano, Donald Trump, disse que, com grandes navios de guerra americanos a caminho do Irã, “coisas ruins” provavelmente aconteceriam se um acordo não fosse alcançado.

 

Mais cedo, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse à Fox News que as negociações com o Irã ainda estavam programadas para ocorrer no final desta semana.

Uma fonte familiarizada com a situação afirmou que o genro de Trump, Jared Kushner, deveria participar das negociações, juntamente com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.

Ministros de vários outros países da região também eram esperados.

Nem otimista, nem pessimista

Uma fonte diplomática iraniana afirmou anteriormente que a visão de Teerã sobre as negociações não é otimista nem pessimista, acrescentando que as capacidades defensivas da República Islâmica são inegociáveis ​​e que o país está preparado para qualquer cenário.

“Resta saber se os Estados Unidos também pretendem conduzir negociações sérias e orientadas para resultados ou não”, disse a fonte.

A mobilização dos EUA ocorre após protestos de rua no Irã.

O reforço da presença naval dos EUA perto do Irã ocorre após uma violenta repressão contra manifestações antigovernamentais no mês passado.

Trump, que não chegou a concretizar as ameaças de intervir, exigiu concessões nucleares do Irã e enviou uma flotilha à sua costa. Ele afirmou na semana passada que o Irã estava “conversando seriamente”, enquanto o principal oficial de segurança de Teerã, Ali Larijani, disse que os preparativos para as negociações estavam em andamento.

A prioridade do esforço diplomático é evitar conflitos e reduzir a tensão, disse um segundo funcionário regional à Reuters anteriormente.

Potências regionais, incluindo Paquistão, Arábia Saudita, Catar, Egito, Omã e Emirados Árabes Unidos, também foram convidadas, afirmou ele. Mas, dadas as últimas exigências do Irã, não estava claro se a participação delas se concretizaria. 

O que é a Guarda Revolucionária do Irã, designada como terrorista pela UE?

Conteúdo interativo removido automaticamente para manter a página AMP válida.

 

Recomendado
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.