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Manchete

O custo da infidelidade e o “beijo de Judas” em Sena: governo exonera aliados de Gherlen Diniz, que deve ser expulso do PP

Por REDAÇÃO 12/02/2026 05:16 Atualizado em 12/02/2026 05:20

A política acreana, conhecida por suas reviravoltas dramáticas, viveu mais um capítulo de “tiro, porrada e bomba” na noite desta quarta-feira. O alvo da vez? Gherlen Diniz, o prefeito de Sena Madureira que, em tempo recorde, passou de aposta estratégica do Progressistas (PP) a persona no n grata. A abertura do processo de expulsão e a imediata “limpeza” de seus aliados no Diário Oficial não são apenas atos administrativos; são um recado claro do Palácio Rio Branco sobre o preço da deslealdade.

A Anatomia da Traição

O gatilho para a crise foi o que o PP e o governo Gladson Cameli classificaram como uma “postura desonrosa e antiética”. Ao abrir palanque para o senador Alan Rick (União Brasil) — hoje o principal antagonista político do grupo governista — Gherlen Diniz não apenas flertou com a oposição; ele atravessou o Rubicão.

Para o Progressistas, o gesto de Gherlen foi lido como uma “facada nas costas” de quem financiou e viabilizou sua ascensão à prefeitura. A política, no seu estado mais pragmático e bruto, não tolera o vácuo de gratidão.

A Canetada como Resposta

A reação foi cirúrgica e implacável. Enquanto o Diário Oficial rodava em edição extra, o poder de Gherlen em Rio Branco desmoronava:

“A ética na política não é apenas um conceito abstrato, é o que garante a sobrevivência das alianças. Quando Gherlen prioriza o adversário, ele assina sua própria sentença de despejo.” — Análise de bastidor.

O que está em jogo?

Essa movimentação sinaliza uma antecipação do xadrez de 2026. O governo estadual e o PP demonstram que não permitirão “cavalos de Troia” dentro do próprio ninho. Ao punir Gherlen com rigor, Gladson Cameli e a cúpula do PP tentam estancar qualquer princípio de rebelião interna e marcar território diante de quaisquer adversários.

Gherlen Diniz, conhecido pelo perfil combativo e, por vezes, isolado, agora terá que governar Sena Madureira sob um cerco político. Resta saber se o apoio do senador Alan Rick será suficiente para compensar a perda das benesses e do suporte da máquina progressista.


O veredito

O caso de Sena Madureira é o exemplo clássico de que, na política, o crime de infidelidade raramente fica sem castigo imediato. Gherlen escolheu um novo aliado, mas o custo foi a demolição das pontes que o levaram ao poder. A partir de agora, o prefeito joga no modo sobrevivência.

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