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A Aliança histórica exige paciência: Por que o vice de Mailza Assis, vindo do MDB, deve esperar por abril

Por REDAÇÃO 12/03/2026 12:00 Atualizado em 12/03/2026 12:07

O cenário político acreano assiste a um movimento que transcende a mera aritmética eleitoral. O anúncio da aliança do MDB com a chapa majoritária encabeçada por Mailza Assis consolidou o que já se desenha como a maior coalizão da história do estado. Ao unir o legado emedebista ao vigor do PL e de outras legendas sob o guarda-chuva do governo, Mailza e Gladson Cameli reafirmam-se como os detentores do maior capital político da atualidade.

Contudo, a grandiosidade dessa aliança traz consigo uma responsabilidade proporcional: a de priorizar o projeto de renovação em detrimento das vaidades pessoais e do “caciquismo” que, historicamente, fragmentam grupos vitoriosos.

Para que a perspectiva de renovo representada pela gestão Cameli/Assis não seja sufocada por disputas internas, é fundamental que o pragmatismo prevaleça. O Acre não comporta mais a política de “donos de currais”. A convergência atual deve ser lida como um pacto de governabilidade e progresso, e não como um balcão de negócios para saciar egos inflados.

A tese de que o anúncio do vice deve ocorrer apenas após o dia 4 de abril — momento em que Mailza assume plenamente as rédeas da governança — não é apenas estratégica, é um sinal de respeito à liturgia do cargo.

Postergar essa decisão oferece o “fôlego” necessário para uma discussão seletiva e profunda por três motivos centrais:

  1. Maturação Política: Permite que Mailza estabeleça seu ritmo de gestão antes de se amarrar a uma composição de chapa definitiva.

  2. Peso dos Nomes: O tabuleiro dispõe de figuras de liderança incontestável. Nomes como o do ex-prefeito Marcus Alexandre, a força eleitoral de Jéssica Sales e a tradição renovada na figura de um dos filhos do saudoso Flaviano Melo não podem ser tratados como opções secundárias; exigem análise criteriosa.

  3. Unidade do Bloco: Antecipar nomes agora poderia gerar fissuras precoces em uma base que precisa estar coesa para o embate que virá.

Como diz o adágio popular, “canja de galinha e prudência não fazem mal a ninguém”. O momento pede equilíbrio. A aliança histórica está montada, a força política é evidente, mas o sucesso final dependerá da capacidade dos líderes em manter os olhos no horizonte e os pés no chão.

O foco, a partir de abril, deve ser o Acre. A política, com suas costuras e vices, virá no tempo certo — o tempo da maturidade.

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