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Existe uma relação não republicana entre Vorcaro e autoridades, diz senador

Por CNN 04/03/2026 23:39 Atualizado em 04/03/2026 23:39

Em entrevista à CNN Brasil, nesta quarta-feira (4), o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, criticou o papel do STF (Supremo Tribunal Federal) nas investigações do caso do Banco Master. Vieira destacou as pressões políticas e as decisões atípicas de ministros da Corte, que, segundo ele, dificultam o avanço das apurações. 

“Temos uma relação não republicana entre o grupo comandado por Daniel Vorcaro e grandes autoridades, incluindo ministros da Suprema Corte. Vamos ter que avançar nessas apurações para que, de fato, os brasileiros possam ter acesso à verdade”, afirmou o senador. 

Vieira criticou a postura da PGR (Procuradoria-Geral da República), que, na visão dele, agiu com lentidão ao questionar a urgência da decisão que levou à prisão de Vorcaro nesta terça. 

“A PGR alegou que 72 horas seria pouco para avaliar pedidos de prisão, mas isso é atípico. Esses pedidos precisam ser avaliados com rapidez”, destacou. 

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O senador também mencionou as atitudes de ministros como Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que, na avaliação dele, têm prejudicado o andamento das investigações. “Essas decisões são absolutamente descabidas”, afirmou, referindo-se à devolução da relatoria do caso por Toffoli e ao mandado de segurança reativado por Gilmar, que suspendeu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da Maridt, empresa que tem entre os sócios o ministro Toffoli. 

“A decisão do ministro Gilmar ultrapassa o limite da definição de atípica, ela é absurdamente descabida. Ele ressuscita um mandado de segurança arquivado há três anos e, nesse mandado, concede habeas corpus para uma pessoa jurídica. Isso é ilegal de cabo a rabo. Já estamos apresentando os recursos necessários para que a Suprema Corte possa retificar esse absurdo”, disse.  

Para Vieira, o maior obstáculo para o avanço das investigações é o poder e a influência que integrantes do STF ainda exercem no processo. “O medo está levando à tomada de decisões equivocadas, que expõem ainda mais a justiça do Brasil”, concluiu.

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