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“Traído, mas não abatido”: deputado Eduardo Velloso racha com os Rueda, deixa o União Progressista e se filia ao Solidariedade

Por REDAÇÃO 04/03/2026 22:37 Atualizado em 04/03/2026 22:40

A política do Acre ganhou mais um capítulo de tensão na noite desta terça-feira, 04 de março, em Brasília. O deputado federal Eduardo Velloso oficializou sua filiação ao Solidariedade e confirmou que entra na disputa pelo Senado em novo campo partidário. O ato ocorreu na capital federal e marca uma ruptura definitiva após o que aliados classificam como traição dentro do União Brasil, envolvendo os irmãos Rueda e a articulação nacional que deixou Velloso sem espaço na federação União Progressista.

Na publicação que anunciou a chegada, o partido exaltou Velloso como o primeiro deputado federal a se filiar na janela partidária e destacou sua força política no Acre e na Região Norte. O presidente nacional da legenda, Paulinho da Força, ressaltou que a meta é consolidar o Solidariedade a partir de uma liderança como a do parlamentar acreano. O discurso oficial foi de fortalecimento. Nos bastidores, porém, o clima foi de rompimento e reação.

Segundo fontes ligadas ao deputado, Velloso teria sido surpreendido pela mudança de cenário na federação que reúne União Brasil e Progressistas. Com Marcio Bittar e os irmãos Rueda articulando os espaços internos, o deputado acabou ficando sem legenda viável para disputar o Senado dentro da União Progressista. A promessa de permanência no partido, atribuída a Antônio Rueda, não teria resistido às movimentações de bastidor. O que era sinal verde virou bloqueio político.

A ida ao Solidariedade, oficializada em Brasília nesta noite de 04/03, não representa apenas troca de sigla, mas reposicionamento estratégico. Ao migrar, Velloso tenta transformar a condição de preterido em protagonista, assumindo o discurso de que foi traído, mas não abatido. A nova legenda lhe oferece estrutura nacional, palanque e a narrativa de independência frente ao que aliados chamam de acordão interno.

O episódio expõe mais uma vez como as federações partidárias, apresentadas como instrumento de estabilidade, se tornaram arenas de disputa onde compromissos são moldados conforme a conveniência política. No Acre, a movimentação redesenha o cenário da disputa ao Senado e amplia a tensão entre grupos que até pouco tempo atrás caminhavam juntos.

Se o Solidariedade celebra a chegada de um nome competitivo, o racha na federação União Progressista evidencia que a política local segue marcada por alianças voláteis e decisões concentradas em poucos dirigentes. Resta saber se o eleitorado enxergará na mudança coragem estratégica ou apenas mais um capítulo da guerra interna pelo poder.

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